10/07/09

"ETERNO MOTIVO"



" Eterno Motivo "


Não me envergonho nunca de falar de amor !
............................................................................

Terá vergonha a fonte em murmúrios de festa,
águas claras rolando dentro da floresta de embalar a flor?
Terá vergonha o pássaro inquieto, sozinho,
de um dia cantar mais, (como todos cantamos...)
- e tecer com gravetos de palha
o seu ninho na altura dos ramos?
Terá vergonha a terra de acordar cheirosa
e inteirinha vibrar ao despontar do dia,
oferecendo ao sol sua boca macia naquela rosa?
Terá vergonha o mar de acariciar a areia
e oferecer-lhe conchas ao invés de anéis?
E dizer-lhe canções, em que todo se enleia aos seus pés?
Terá vergonha a noite, que de astros se encheu,
ao pôr o seu vestido imensamente
azul para um baile de luz,
de ostentar o presente que o tempo lhe deu
o "pendentif" em cruz do Cruzeiro do Sul?
...............................................................................
Por que razão, portanto,
- Ele, o predestinado, que nasceu
para amar com grandeza e esplendor
e trouxe um coração de poeta enamorado
há de sentir pudor?
Eu, por mim, sou feliz, porque amo e sou amado!
Nem me envergonho nunca de falar de amor!



Poema de J. G. de Araujo Jorge.

09/07/09

Pavê de Chocolate Branco


Créditos: Revista Ana Maria, Editora Abril.

08/07/09

Mandela – A Luta pela Liberdade (Goodbye Bafana, 2008)

A história de Nelson Mandela (Dennis Haybert) contada do ponto de vista de um guarda branco e racista, James Gregory (Joseph Fiennes) e sua esposa Gloria (Diane Kruger), na África do Sul do apartheid. Gregory foi designado para vigiar Mandela por falar Xhosa, agindo, assim, como espião do governo, mas depois de 20 anos guardando a cela de Mandela, sua vida é alterada. Dirigido pelo cineasta dinamarquês Billy August, foi baseado no livro de James Gregory.
Minha nota: ****

Pavê de Cookies


Créditos: Revista Ana Maria, Editora Abril.

07/07/09

Pavê de Nutella

Créditos: Revista Ana Maria, Editora Abril.

06/07/09

Leões e Cordeiros (Lions for Lambs , EUA, 2007)


O carismático senador Jasper Irving (Tom Cruise) pretende lançar sua nova "estratégia completa" para a guerra dos Estados Unidos no Afeganistão e, para divulgá-la, precisa convencer a experiente jornalista Janine Roth (Meryl Streep).
Ao mesmo tempo, o dr. Stephen Malley (Robert Redford), um professor idealista da Califórnia, tenta convencer Todd (Andrew Garfield), um de seus alunos mais promissores, a mudar o curso de sua vida. Enquanto isso, Ernest (Michael Peña) e Arian (Derek Luke), ex-alunos do professor, são soldados que estão lutando nas montanhas geladas do Afeganistão, e que se alistaram no exército americano em busca de um sentido para suas vidas. Direção de Robert Redford. Censura: 12 anos.
Minha nota: ****

05/07/09

" Tuas Mãos "




Mãos frágeis, mãos divinas, mãos pequenas,

leves, espirituais e perfumadas,

cujas unhas são pérolas morenas

nos escrínios dos dedos engastadas.




Mãos que são duas sílabas amenas

no poema dos teus braços enfeixadas;

que, estando acima das visões terrenas,

jamais serão por outras igualadas.




Mãos que ostentam, nas formas delicadas

todo o enc anto das noites enluaradas

na linda terra que te viu nascer...




E para eu ser feliz basta somentes

beijar t eus dedos demoradamente

e sob o afago dessas mãos morrer!

.




Abílio de Carvalho (Vitória, ES - 22/02/1916/Rio de Janeiro - 08/10/1977).

04/07/09



Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

Pavê de abacaxi com côco


Créditos: Revista Ana Maria, Editora Abril.

03/07/09

" Soneto Ao Nosso Encontro "

" Soneto Ao Nosso Encontro "

Desenrolam-se as curvas do caminho
à proporção que aos poucos avançamos...
Um dia, - e eu vinha então triste e sozinho,
- um dia, - vinhas só... nos encontramos...


Desde esse dia, juntos, simulamos
duas asas de um mesmo passarinho,
- nesse destino que entrançou dois ramos
que dão a mesma flor... e o mesmo espinho...


Depois de tantas curvas já vencidas
que sejamos ao fim de nossas vidas
na perfeição do amor que nos conduz,


- como a folhagem que um só ninho esconde,
ou dois galhos que vêm da mesma fronde
para juntos morrer na mesma cruz !


( Poema de J. G. de Araújo Jorge - do livroEterno Motivo; - Prêmio Raul de Leoni,da Academia Carioca de Letras - 1943 )

01/07/09

" Carta A Um amor Impossível "


" Carta A Um amor Impossível "


Recebi tua carta, - e ainda sob o peso

da emoção que me trouxe, eu te escrevo, surpreso,

reavivando na minha lembrança esquecida

certos traços sem cor de uma história perdida:

- falo dos poucos dias que passamos juntos...


Tão longe agora estás, quantos belos assuntos,

a que eu não quis, nem soube mesmo dar valor,

relembras com um estranho e desvelado amor...

Tua carta é tão doce, e tão cheia de cores

que, dir-se-ia a escreveste com o mel que há nas flores,

sobre o azul de um papel tão azul, que o papel

faz a gente pensar num pedaço de céu!

Impregnado nas folhas chegou até mim,

um perfume sutil e agreste de jasmim

e um pouco do ar sadio e puro de montanha!

Estranha a tua carta, inesperada e estranha!


Deixas nas minhas mãos a tua alma confiante,

ante a revelação desse amor deslumbrante

e abres teu coração, num gesto de ansiedade,

sob a opressão cruel de uma imensa saudade.

Dizes que só por mim tu vives, - que a tristeza

é a companheira fiel que tens por toda parte,

e me falas assim com tamanha franqueza

que eu nem sei que dizer receando magoar-te!

Não compreendo esse amor que revelas por mim

nem mereço a ternura e o enlevo sem fim

de um só trecho sequer de tudo o que escreveste,

- por exemplo, - de um trecho belo e bom, como este:

........................................................


"Teu olhar é o meu sol! Vivo da sua luz!

- e mesmo que esse amor seja como uma cruz

eu o levarei comigo em meu itinerário!

e o bendirei na dor ascendendo ao Calvário!

Sem ele não existo; e sem ti, meu destino

será vazio, assim como o bronze de um sino

que ficou mutilado e emudeceu seus sons

na orquestra matinal dos outros carrilhões!

Quero ser tua sombra até,

- e quando tudote abandonar na vida, e o frio, e quedo, e mudo,

encerrarem teu corpo em paz sob um lajedo,

eu ficarei contigo ao teu lado, sem medo,

e sozinha e sem medo eu descerei contigo

oh! meu único amor! oh! meu querido amigo!

- para que os nossos corpos juntos, abraçados,

fiquem na mesma terra em terra transformados!"


Tua carta é uma frase inteira de ternura,

como uma renda fina, cuja tessitura

trai a mão delicada e a alma de quem a fez.

Ela é bem a expressão da mulher, que uma vez...

(mas não, não recordemos estas cousas mais,

- para o teu bem, deixemos o passado em paz

se o não posso trazer num augúrio feliz

para a prolongação de um sonho que eu desfiz...)

Tua carta é o reflexo da tua beleza,

e há no seu ofertório a singela pureza

desse amor que te empolga e te invade e domina!

(Uma alma de mulher num corpo de menina!)

Reli-a muito, a sós... - mais adiante tu dizes,

com esse místico dom das criaturas felizes:


"Amo, para a alegria suprema e indizível

de humilhar-me aos teus pés tanto quanto possível,

e viverei feliz, como a poeira da estrada

se erguer-me ao teu passar, numa nuvem dourada

cheia de sol e luz, - nessa glória fugaz

de acompanhar-te os passos aonde quer que vás!

Não importa que eu role depois no caminho,

não importa que eu fique abandonada e só,

- quem nasceu para espinho há de ser sempre espinho!...

- quem nasceu para pó, há de sempre ser pó!"


( Poema de J. G. de Araújo Jorge , do livroEterno Motivo, Prêmio Raul de Leoni, da Academia Carioca de Letras - 1943 )

A Cabana


A Cabana, de William P. Young



Adoro ler. Sou viciada em livros desde meus oito anos, quando li "Viagem ao centro da terra", do Julio Verne, mas confesso que minhas escolhas nunca são comerciais, nem os livros da moda ou os que aparecem no topo de qualquer lista. Sou eclética, curiosa; gosto dos clássicos, gosto do Érico Veríssimo, de John Steinbck, de Romain Rolland, de Philip Yancey, de poetas como Araújo Jorge, Florbela Espanca e Manuel Bandeira...

Mas, depois de ver este livro tanto tempo em primeiro lugar nas vendas, aqui e nos EUA, resolvi dar uma "chance". Comprei e li em menos de dois dias.

É um livro instigante, que quebra ideias preconcebidas e, acho eu, no meu modesto modo de pensar, por isso tem suscitado tantas críticas, prós e a favor. Acabei de ler, ainda estou "digerindo" algumas partes, procurando na Bíblia respaldo para algumas novas ideias que o autor lança sobre quem é Deus (não é um velho de barba branca!), a Trindade (conceito não muito explícito na Bíblia), a Graça, o Perdão, a Reconciliação e "otras cositas mas"...

Espero, aos poucos, entender melhor o que o autor quis transmitir, separar o joio do trigo...

30/06/09

Suspiros de café


29/06/09


"Possuía a qualidade mais preciosa da vida: uma curiosidade juvenil, que os anos não alteravam, e que renascia todas as manhãs. Não tinha talento bastante para utilizar esse dom, mas quanta gente de talento o teria invejado! A maioria dos homens morre dos vinte aos trinta anos; decorrido esse período, nada mais são do que um reflexo de si mesmos; passam o resto da vida a macaquearem a si próprios, a repetirem de modo cada vez mais mecânico e caricatural, o que disseram, fizeram, pensaram, amaram, no tempo em que eram."

ROLLAND, Romain. Jean-Christophe. Rio de Janeiro: Globo, 5ª edição, p.266.

28/06/09

Só...



Só...
Comigo, apenas a velha canção
que embala meus sonhos tristes...
Os pássaros chilreiam, lá fora,
não sabem que as horas voam,
que as canções se emudecem,
na saudade de tempos idos.
Só... Palavra mentirosa, palavra inútil...
Quem sonha nunca está sozinho...
Eu fecho os olhos e vou pelos caminhos,
despertando pássaros cansados
dentro de minha’alma triste...
Pássaros e fantasmas...”

Liz Guides (02/01/1978)

27/06/09

Se Eu Fosse Você 2


Cláudio (Tony Ramos) e Helena (Glória Pires) estão prestes a se separar, mais uma vez; Cláudio passa a morar na casa de Nelsinho (Cássio Gabus Mendes), e sai à noite com o amigo, qu ando conhece Carla (Viviane Pasmanter). Após a primeira reunião do divórcio, com os advogados, João Paulo (Marcos Paulo) e Nelsinho, o quase ex-casal discute no elevador e trocam de corpos mais uma vez. Ambos terão que viver a vida do outro, tendo por experiência o que ocorreu anos antes, e enfrentar a gravidez de Bia (Isabelle Drummond), filha do casal, que quer se casar com Olavinho (Bernardo Mendes).





Minha nota: ****

26/06/09

Ovos nevados


25/06/09

Quero


Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vidade meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.
Ouvindo-te dizer: Eu te amo,

creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,como sabê-lo?
Quero que me repitas até a exaustão

que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.
Exijo de ti o perene comunicado.

Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:

Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.
Se não me disseres urgente repetido

Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.

Carlos Drummond de Andrade

24/06/09

Paredes


"Paredes"


A fotografia do casamento sobre a mesa zombava deles,

daqueles dois cujas mentes não mais se entendiam.

Entre ele, uma enorme barricada,

que um tiroteio de palavras

ou a mais pesada artilharia não seriam capazes de derrubar.

Em algum momento da vida, entre o nascimento

do primeiro dente do filho mais velho

e a formatura da filha mais nova,

eles se afastaram um do outro.

Ao longo dos anos, cada um desembaraçou lentamente

aquela bola de fios emaranhados chamado "eu",

e, à medida que tentavam desatar os nós apertados,

cada um escondeu do outro o que estava procurando.

Às vezes, ela chorava à noite e, sussurrando,

implorava à escuridão que lhe dissesse quem ela era.

Ele, deitado ao seu lado como um urso hibernando,

não se dava conta do inverno que ela atravessava.

Um dia, depois de terem feito amor,

ele quis dizer a ela que tinha medo de morrer,

mas, temeroso de desnudar sua alma,

resolveu falar da beleza dos seios dela.

Ela se matriculou em um curso de arte moderna,

tentando encontrar-se nas cores pinceladas na tela,

queixando-se dos homens às outras mulheres,

dizendo que são insensíveis.

Ele subiu em um túmulo chamado "Escritório",

embrulhou sua mente em uma mortalha de números,

e enterrou-se no meio dos clientes.

Lentamente, a parede entre eles foi subindo,

cimentada pela argamassa da indiferença.

Um dia, quando ambos tentaram se tocar,

encontraram uma barreira impossível de atravessar,

e, recuando diante da frieza da pedra,

cada um afastou-se do estranho do outro lado.

Quando o amor morre, ele não morre em momentos de ira,

nem quando corpos ardentes perdem o calor.

Figa estagnado, ofegante, exausto,

expirando aos pés de uma parede que não consegue escalar.


Richard A. McCray

23/06/09


No cemitério é bom de passear.

A vida perde a estridência,

o mau gosto ampara-nos das dilacerações.


Adélia Prado

22/06/09

O anel de vidro


O anel de vidro


Aquele pequenino anel que tu me deste,

– Ai de mim – era vidro e logo se quebrou…

Assim também o eterno amor que prometeste,

- Eterno! era bem pouco e cedo se acabou.

Frágil penhor que foi do amor que me tiveste,

Símbolo da afeição que o tempo aniquilou,

–Aquele pequenino anel que tu me deste,

– Ai de mim – era vidro e logo se quebrou…

Não me turbou, porém, o despeito que investe

Gritando maldições contra aquilo que amou.

De ti conservo no peito a saudade celeste…

Como também guardei o pó que me ficou

Daquele pequenino anel que tu me deste…


Manuel Bandeira

19/06/09

Pavê de Maria-mole


Créditos: Revista Ana Maria, Editora Abril.

18/06/09

"O Poder Terapêutico do Perdão"



"O poder terapêutico do perdão"

"Todos consideram o perdão uma idéia bonita, até precisarem perdoar alguém". C.S.Lewis, teólogo cristão, escritor e professor.

. O perdão não diz respeito a você.
. Também não diz respeito a quem o feriu tão profundamente.
. O perdão se refere a Deus.
. Perdoamos porque Deus nos perdoou.
. Perdoamos porque Deus nos ordenou que perdoássemos.
. Perdoamos porque Deus nos deu forças para perdoar.. Perdoamos porque Deus se encarregará de julgar a outra pessoa.
. Perdoamos porque Deus é muito mais importante para nós que viver com raiva.
. Perdoamos porque Deus é muito mais importante que a dor que sentimos.
. Perdoamos porque podemos confiar que Deus fará o que é certo.
. Perdoamos porque Deus é Deus, e nós não.

O que significa perdoar?
. Não significa aprovar o que uma pessoa fez.
. Não significa fingir que o mal nunca foi feito.
. Não significa inventar desculpas para o mau comportamento dos outros.
. Não significa justificar o mal para que o pecado se torne, de algum modo, menos pecaminoso.
. Não significa fazer vistas grossas para o abuso.
. Não significa negar a tentativa de outros para feri-lo repetidamente.
. Não significa permitir que pisem em você.
. Não significa se recusar a dar queixa quando o ato for criminoso.
. Não significa esquecer que o mal foi feito.
. Não significa fingir que você nunca se magoou.
. Não significa que você deve restaurar o relacionamento ao que era.
. Não significa que você deve voltar a ser amigo daquela pessoa.
. Não significa que você precisa dizer à pessoa que a perdoou.
. Não significa que todas as conseqüências negativas do pecado são anuladas.
. Não significa que deve haver reconciliação total, como se nada tivesse acontecido.
. Não significa que você precisa dizer à pessoa que a perdoou.
. Não significa negar que o mal foi feito.. Não significa permitir que os outros continuem abusando de você.
. Não significa fazer de conta que você não está magoado (a).

O que é o perdão?
Perdão não é o mesmo que reconciliação ou restauração. Não é um truque de mágica que podemos usar para forçar os outros a serem nossos amigos novamente. Não é um instrumento criado para manipular os outros de modo a confessarem aquilo que nos magoou tanto. Quando visto sob a perspectiva correta, perdão é um ato de misericórdia para com o ofensor.

O perdão sempre leva à reconciliação?A resposta é não. Perdão é uma coisa, reconciliação é outra. A reconcilicação requer perdão, mas o perdão não exige reconciliação. O perdão depende de você. A reconciliação depende de você e da outra pessoa. Envolve confissão de pecados, arrependimento, perdão, restauração da confiança, tempo e desejo mútuo de reconciliação. Em geral, não é possível, e, às vezes, não é prudente.

"O ex-amigo que perdoamos pode não ser bom para nós...Ser perdoado não qualifica o indivíduo para ser amigo, marido ou sócio ...e se esse indivíduo não é qualificado, o melhor é mantermos distância e nos curar sem a companhia dele" (Smedes Lewis. The art of forgiving, 1996).

Perdoar significa que devo deixar as pessoas se aproveitarem de mim?Perdoar significa deixar-se magoar repetidamente? ...Tratando-se de injustiças, existe uma grande diferença entre como se reage e porque se reage. Em várias situações, a única reação apropriada à injustiça é a confrontação.Perdão e justiça são duas coisas diferentes. O mesmo vale para o perdão e a reconciliação. ..na maioria das vezes, as pessoas que nos magoam não pedem nem buscam a reconciliação. ..Certos indivíduos são capazes de pisar-lhe a cabeça, ir embora rindo de você, e agir assim repetidamente.

"Somente os corajosos sabem como perdoar." Lawrence Sterne

Compilado do livro:"O poder Terapêutico do Perdão." Ray Pritchard, Editora Mundo Cristão.

16/06/09

Marley e Eu ( Marley and Me, 2008)



Filme baseado no livro de John Grogan.
John (Owen Wilson) e Jennifer Grogan (Jennifer Aniston) são dois jovens recém-casados que decidem começar nova vida em West Palm Beach, na Flórida. Eles trabalham em jornais concorrentes: John no South Florida Sun-Sentinel e Jenny no The Palm Beach Post. Eles compram uma casinha na cidade e enfrentam os desafios de uma vida em conjunto. Indeciso sobre sua capacidade em ser pai, John busca o conselho de seu colega Sebastian Tunney (Eric Dane), que sugere que compre um cachorro para a esposa. John aceita a sugestão e adota Marley, um labrador de 5 kg que logo se transforma em um grande cachorro de 45 kg, o que torna a casa deles um caos, e nem a aula de adestramento da Sra. Kornblutos (Kateleen Turner) ou os tranquilizantes receitados pelo veterinário resolvem.

Minha nota: ****

Site Oficial: www.marleyeeu.com.br


O Pequeno Traidor (The Little Traitor, 2007)


Em 1947, meses antes da criação do Estado de Israel, tudo o que um garoto judeu de 11 anos, "Proffi" Liebowitz (Ildo Port), deseja é que o exército britânico saia de sua terra. Numa tarde, ao soar o toque de recolher, ele é pego pelo sargento inglês Dunlop (Alfred Molina). Proffi tinha a intenção de espionar o bunker inglês, mas o militar, ao invés de prendê-lo, decide levá-lo para casa. Proffi fica surpreso ao perceber que Dunlop tem grande curiosidade pela cultura local, e apesar de sentir-se obrigado a odiar os que ele considera invasores, começa a visitar o "inimigo". Quando ele é d enunciado por seus dois amigos, então é levado a um tribunal para ser julgado como traidor.
Direção de Lynn Roth, baseado no romance "Pantera no porão", de Amos Oz.



Minha nota: *****

http://www.youtube.com/watch?v=2zkud-kQvYQ

14/06/09

Todas as Cartas de Amor são Ridículas


Todas as cartas de amor
São ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm que ser ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como todos os sentimentos esdrúxulos,
são naturalmente ridículas).


Álvaro de Campos

12/06/09

Livros e flores


Livros e flores


Teus olhos são meus livros.

Que livro há aí melhor,

Em que melhor se leia

A página do amor?

Flores me são teus lábios.

Onde há mais bela flor,

Em que melhor se beba

O bálsamo do amor?


11/06/09


INGÊNUO ENLEIO


Ingênuo enleio de surpresa

Sutil afago em meus sentidos,

Foi para mim tua beleza,

A tua voz nos meus ouvidos.


Ao pé de ti, do mal antigo

Meu triste ser convalesceu.

Então me fiz teu grande amigo,

E teu afeto se me deu.


Mas o teu corpo tinha a graça

Das aves... Musical adejo...

Vela no mar que freme e passa...

E assim nasceu o meu desejo.


Depois, momento por momento,

Eu conheci teu coração.

E se mudou meu sentimento

Em doce e grave adoração...


MANUEL BANDEIRA (Antologia Poética)

10/06/09

Saber Viver


Saber Viver


Não sei...

Se a vida é curta

Ou longa demais pra nós,

Mas sei que nada do que vivemos

Tem sentido, se não tocamos
o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:

Colo que acolhe,

Braço que envolve,

Palavra que conforta,

Silêncio que respeita,

Alegria que contagia,

Lágrima que corre,

Olhar que acaricia,

Desejo que sacia,

Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,

É o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela

Não seja nem curta,

Nem longa demais,

Mas que seja intensa,

Verdadeira, pura...

Enquanto durar.


09/06/09

" Rosa Mulher... "

" Rosa Mulher... "

Uma rosa não sabe que é uma rosa,
vive a vida feliz que Deus lhe deu,
imagem de beleza silenciosa,
que na ponta de uma haste floresceu...

A beleza de ser tão graciosa,
de ser flor desde o instante em que nasceu,
como você – menina moça – rosa
que é rosa, e disto não se apercebeu...

Rosa em botão – adolescente ainda
com um toque de mistério no semblante
e um doce olhar de uma ternura infinda...

Rosa mulher... E ao encontrá-la, e ao vê-la,
só um desejo me ocorre, obstante:
que a mereça colher... quem a for colhê-la.

(Poema de J. G. de Araújo Jorge, in " Tempo Será " ,1a ed., 1986 )

01/06/09

"Fada "


"Fada "


Tua figura suave
delicada

nem parece que vive, parece bordada,

- como a boneca de seda de um desenho

de uma antiga almofada

que eu tenho...


Teus gestos, teus embaraços

fazem lembrar finos traços

de uma filigrana,

e tão frágeis me parecem, tuas mãos, teus braços,

que nem sei se és de carne ou se és de porcelana...


Bonequinha de louça

linda moça,

tua alma é um fio de seda, estou bem certo,

e a minha imaginação

criou para o teu destino uma lenda encantada:

- jura que tu fugiste de algum livro

e que eras a ilustração

de uma história de fada !




(Poema de JG de Araujo Jorge extraídodo livro "AMO !", 1a edição, 1938 )

30/05/09

"Caminheiro"


"Caminheiro"
Eu ando pela vida à procura de alguém
que saiba compreender minha alma incompreendida,
alguém que queira dar-me a sua própria vida
como eu lhe dar pretendo o meu viver também...
Caminheiro do ideal - seguindo para o além
vou traçando uma rota estranha e indefinida,
- não sei se em minha estrada hei de encontrar guarida,
ou se eterno hei de andar, sem rumo e sem ninguém...
Já me sinto cansado... E em vão ainda caminho
na ilusão de encontrar um dia a companheira
que me ajude na vida a construir meu ninho...
Boemia do destino!... Hei de andar... hei de andar...
até que esta minha alma errante e aventureira
descanse numa cruz cansada de sonhar!...
(Poema de J. G. de Araujo Jorge, extraído do livro"Meu Céu Interior", 1ª edição, setembro,1934.)

28/05/09

"How do I love you?" (Elizabeth Barrett Browning)

SONETO XXVIII
Tradução: Manuel Bandeira

As minhas cartas! Todas elas frio,
Mudo e morto papel! No entanto agora
Lendo-as, entre as mãos trêmulas o fio
da vida eis que retomo hora por hora.

Nesta queria ver-me — era no estio
—Como amiga a seu lado... Nesta implora
Vir e as mãos me tomar... Tão simples! Li-o
E chorei. Nesta diz quanto me adora.


Nesta confiou: sou teu, e empalidece
A tinta no papel, tanto o apertara
Ao meu peito que todo inda estremece!

Mas uma... Ó meu amor, o que me disse
Não digo. Que bem mal me aproveitara,
Se o que então me disseste eu repetisse...

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos


Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas...
e que estão escritas
do lado de fora do papel...
Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo,
ardente e puro, ao vento
da Poesia...como
uma pobre lanterna que incendiou!


Mario Quintana

27/05/09


Aninha e suas pedras


Não te deixes destruir...

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha

um poema.E viverás no coração dos jovens

e na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.Vem a estas páginas

e não entraves seu uso

aos que têm sede.


Cora Coralina (Outubro, 1981)
Crédito da imagem: www.gettyimages.com

26/05/09


Desejos

Queria abraçar-te de encontro ao meu corpo, sentir teu coração no mesmo ritmo do meu... Queria sentir o calor dos teus abraços, da tua boca úmida em minha boca!
Quero-te tanto! O formato de teu rosto ainda está gravado em minha memória, em meus lábios... Sufoco nesta saudades sem tamanho, nessa profunda tristeza onde me vejo afundar. Sou um ser mutilado sem tua presença!
Há muito tempo atrás, perguntei a mim mesma "como fazer pra te esquecer”? Não havia resposta então, não há hoje, não haverá jamais. Nossas vidas foram tão entrelaçadas que não serão separadas jamais. Não há nada mais forte que o AMOR, nem mesmo a morte.
Tu me disseste, um dia, que eu era o ar que respiravas; agora, sou eu quem sufoco, fico sem ar, sem ter-te aqui. Não suporto essa dor, essa ausência, essa saudade. Não consigo viver, não sei por onde recomeçar – não há recomeço, sem que estejas aqui!"
.
Dar-te meu abraço de parabéns já não posso mais!
.
Liz Guides
(16/04/1977)

25/05/09

Terra das Sombras/Anatomia de uma Dor - C.S.Lewis

Terra das Sombras ( Shadowlands) é um filme britânico de 1993, dirigido por Richard Attenborough, sobre o teólogo, escritor e professor de literatura medieval na Universidade de Oxfor, que conhece e se apaixona pela escritora americana Joy Gresham, divorciada e com dois filhos, um deles é Douglas Gresham (Joseph Mazzello). Joy é uma escritora brilhante e de ineligência excepcional, uma mulher que atravessa o oceano para conhecer o homem que tanto admira. Estrelado por Anthony Hopkins e Derbra Wingers. http://pt.wikipedia.org/wiki/Shadowlands
http://adorocinema.com/





"Ao longe, ao luar,
No rio uma vela
Serena a passar,
Que é que me revela? Não sei, mas meu ser
Tornou-se-me estranho,
E eu sonho sem ver
Os sonhos que tenho.
Que angústia me enlaça?
Que amor não se explica?
É a vela que passa
Na noite que fica."


Fernando Pessoa, 5-08-1921

Neste relato tocante, o grande teólogo C. S. Lewis mostra seu lado sombrio e amargo, até então desconhecido dos leitores. Apesar de ter escrito anteriormente sobre o sofrimento, é neste livro pungente que suas emoções são colocadas à mostra. Com grande intensidade e sofrimento, o escritor revela seu sentimento de indignação após a perda de sua amada, a escritora Joy Gresham. Até descobrir algo...

"Deus certamente não estava fazendo uma experiência com minha fé nem com meu amor para provar sua qualidade. Ele já os conhecia muito bem. Eu é que não. Nesse julgamento, ele nos faz ocupar o banco dos réus, o banco das testemunhas e o assento do juiz de uma só vez. Ele sempre soube que meu templo era um castelo de cartas. A única forma de fazer-me compreender o fato foi colocá-lo abaixo. Recuperar-se tão cedo? Mas as palavras são ambíguas. Dizer que o paciente está se recuperando depois de uma operação de apendicite é uma coisa; depois de lhe amputarem a perna é outra bem diferente... ou o coto cicatriza ou o homem morre. Se cicatrizar, a dor atroz e contínua cessará. Dentro em pouco ele recobrará a força e será capaz de caminhar com uma perna de pau. Ele “se recuperou”; mas é provável que sinta dores recorrentes no coto por toda a vida e talvez padecimentos bem ruins; ele sempre será um perneta. Dificilmente haverá momento em que se esqueça disso. Tomar banho, vestir-se, sentar-se e levantar-se de novo, até mesmo deitar na cama, tudo será diferente. Seu tipo de vida mudará na totalidade. Todo tipo de prazeres e atividades um dia tão certos deverão ser simplesmente eliminados. Os deveres também. No momento, estou aprendendo a andar com muletas. Talvez em breve me seja dada uma perna de pau; mas jamais serei um bípede de novo.”[1] "




"Na morada de Deus não há pânico" (Ricardo Gondim Rodrigues)



Há um rio cujos canais alegram a cidade de Deus, o Santo Lugar onde habita o Altíssimo”. – Salmos 46.4

Acostumei-me em minha adolescência com o cenário cinzento das caatingas nordestinas. Na minha terra, o verde do sertão é sazonal. Na maior fatia de tempo, os galhos secos de árvores teimosas, parecem haver sobrevivido a um grande incêndio. O sertão enfeia-se por meses e meses e só se veste de verde quando chove. E chuva é coisa rara no agreste brasileiro. Deve ser essa a explicação por que uma gravura me atraía tanto. Era um quadro de moldura simples que ornamentava uma parede da casa de minha avó. Retratava os sempre viçosos prados alpinos. Eu me fascinava contemplando aquele cenário em que o azul intenso de um céu despido de nuvens, contrastava com o branco das neves e o verde da relva. Recordo-me que entre duas montanhas se aninhava um lago de águas absolutamente tranqüilas. Hoje quando penso em paz, não caço definições em livros filosóficos, basta retornar ao corredor humilde da casa de minha avó e a vejo pendurada por um prego. E todas as vezes que leio o Salmo 46, aquela gravura renasce em minha memória. Neste Salmo o autor cria um clima de enorme confusão, caos e angústia. O mar enfurecido espumeja, as montanhas se desmancham como farinha e os terremotos sacodem tudo. A vida pode se transformar velozmente em anarquia e tudo o que é sólido se desmanchar em nada. Mas há um rio de águas tranqüilas que não semeia turbulência, suas águas plácidas acalmam e inspiram paz. Esse rio brota do lugar onde habita Deus. Sua fonte está em um lugar onde não há pânico, o trono do Altíssimo. O salmista deseja que penduremos essa mensagem bem diante dos nossos olhos, principalmente quando nos falta chão e os redemoinhos nos sugarem para baixo. Não há pânico na casa de Deus, o Altíssimo não se abalou com as tempestades que assolaram a terra. Ao redor de Deus reina um clima de absoluta serenidade. Ele põe fim à guerra, despedaça os instrumentos de morte e destrói os escudos com fogo. Grande é o alívio, quando ele sugere aos espantados: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus” – v. 10.
http://www.ricardogondim.com.br/


Minha nota para o filme: *****
Minha nota para o livro, muito sincero: *****
Minha nota para os textos do Gondim: *****

24/05/09

A um ausente

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu,
enlouquecendo nossas horas.

Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,o ato
que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,

de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.

Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

Carlos Drummond de Andrade

23/05/09

Os Poemas


OS POEMAS


Os poemas são pássaros que chegam

não se sabe de onde e pousam

no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam voo

como de um alçapão.

Eles não têm pouso

nem porto

alimentam-se um instante em cada par de mãos

e partem.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias,

no maravilhado espanto de saberes

que o alimento deles já estava em ti...



Carlos Drummond de Andrade

22/05/09

"Havia, porém, momentos de inefável poesia, que explodiam subitamente nos dias pálidos, tais como um raio de sol através do nevoeiro. Era um olhar, um gesto, uma palavra que nada significava... Descobriram o encanto das coisas. A primavera sorria com doçura maravilhosa. O céu deslumbrava; no ar, havia uma ternura que ele não conheciam... nem uma nuvem no céu...
Nada há de comum entre a vida e os seus sonhos...
Conheceu então pela primeira vez a terrível tristeza da ausência. Tormento intolerável para todos os corações amantes. O mundo é vazio, a vida é vazia, tudo é vazio. Não se pode mais respirar, vive-se numa angústia mortal. Sobretudo quando persistem em torno de nós os traços materiais da passagem da pessoa amada, quando os objetos que nos cercam a evocam constantemente, quando permanece no cenário familiar, onde se viveu juntos, quando teimamos em continuar revivendo nos mesmos lugares a felicidade desaparecida."
"Jean-Christophe", vol. I, de Romain Rolland.

21/05/09

Remember


Remember


Recorda-te de mim quando eu embora

For para o chão silente e desolado;

Quando não te tiver mais ao meu lado

E sombra vã chorar por quem me chora.


Quando não mais puderes, hora a hora,

Falar-me no futuro que hás sonhado,

Ah, de mim te recorda e do passado,

Delícia do presente por agora.


No entanto, se algum dia me olvidares

E depois te lembrares novamente,

Não chores: que se em meio aos meus pesares,


Um resto houver do afeto que em mim viste,

— Melhor é me esqueceres, mas contente,

Que me lembrares e ficares triste.


Christina Rossetti (poetisa inglesa, 1830-1894), tradução de Manuel Bandeira.

20/05/09

Fragilidade


Senhor, que inquieta e triste natureza,

que alma é esta, a alma que me deste?

Foi um capricho teu, ou foi o acaso

que assim me fez, que me formou assim?


Só hoje estou consciente do mistério

e dos perigos do meu pobre ser.

E é por isso que vivo e desepero

e desespero e vivo, e sofro tanto.


Senhor, por que tão frágil me fizeste?

Por que me abandonaste nestes mares,

à mercê dos tufões e das tormentas?


Por que, Senhor, nas águas me deixaste,

lenho tão fraco pra tão rudes ondas,

barco f eito tão-só para os naufrágios?


A.F.S.

18/05/09


"Ao passarmos ao pé de colinas que foram sacudidas por algum terremoto e rasgada por abalos, descobrimos que depois dos períodos de destruição vêm tempos de calma. Junto às rochas desmoronadas, lá estão poças de água calma; lírios de água crescem viçosos e juncos sussurram na sombra; a cidade levanta- se outra vez sobre os túmulos esquecidos, e a torre da igreja parece fazer um renovado apelo à proteção dAquele de quem diz o salmista: “Nas Suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes lhe pertencem.”

Ruskin


Crédito da imagem: Sueli Batista.

14/05/09

Eu sei, mas não devia


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.


Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado.

13/05/09

“Amanhecer”


Amanhecer”

Olho pela janela e vejo a natureza que se expande...
Os primeiros pássaros entoam seus cânticos, quebrando o silêncio de minh’alma. Os primeiros raios dourados anunciam a chegada de um novo dia...
A leve brisa é uma música suave que embala meus tristes sonhos de ser envelhecido antes do tempo.
É a vida que desperta, após o doce repouso da Noite Amiga.
As estrelas já se foram, o dia nasce. E eu morro a cada instante..."


(Para o Gui,


Liz Guides, 01/01/1977)

crédito da imagem: http://www.gettimages.com/

12/05/09


“G.:
Você foi meu lindo sonho que se tornou realidade; você trouxe paz para os meus dias, cores para minha vida, risos para o meu coração triste. Você me mostrou a beleza do alvorecer de um novo dia ou do desabrochar de mais uma rosa...
Hoje, sozinha neste jardim, sinto a brisa leve acariciando os meus cabelos, como já senti seus dedos suavemente me tocando; sinto, ainda, odores de terras distantes; sinto a sua presença amiga, suas mãos claras e fortes... seus olhos límpidos... seus braços amorosos me aconchegando. Ouço o som dos seus passos caminhando para mim, ouço sua voz chamando-me baixinho: “Querida Liz”... sinto seu perfume, sinto o calor do seu corpo, a firmeza de sua boca... seus beijos apaixonados.
Só... infinitamente só – apenas restaram folhas amarelecidas da primavera; restaram os sonhos que não se realizaram; restou a saudade de nossas tardes ensolaradas, de nossas manhãs de inverno, dos caminhos molhados percorridos juntos. Ficaram as lembranças de nossos beijos salgados de lágrimas ou misturados às gotas de chuva... nossos abraços de saudades, de despedidas, de chegadas... Ah! Meu querido, meu grande e eterno amor! Restou-me tantas coisas – como dizer que fiquei só?
Liz (novembro/1976).

Austrália (2008, 165 min, censura 12 anos)

No início da 2ª Guerra Mundial, Sarah Ashley (Nicole Kidman), uma arrogante aristocrata inglesa, viaja para a Austrália para reencontrar o marido, que vive isolado em uma extensa fazenda de gado, mas, ao chegar, descobre que ele foi assassinado. Para não perder a fazenda, ela se une a um vaqueiro, Drocer (Hugh Jackman) e ao garoto arborígene Nullah (Brandon Walters), neto de Rei George (David Gulpilil ). Juntos, eles precisam levar um rebanho de gado até Darwin, no interior do país, lutando contra o domínio de Rei Carney (Bryan Brown) e seu desleal empregado Neil Fletcher (David Wenham) .
Direção de Baz Luhrmann, roteiro de Stuart Beattie, Baz Luhrmann, Ronald Harwood e Richard Flanagan, baseado em estória de Baz Luhrmann. A produção é de G. Mac Brown, Catherine Knapman e Baz Luhrmann, a música é de David Hirschfelder e a fotografia (belíssima), de Mandy Walker.
Minha nota: ****

11/05/09

Em Algum Lugar do Passado (Somewhere in Time, 1980)


Richard Collier (Christopher Reeve) é um jovem teatrólogo que conhece um senhora idosa, na noite de estréia da sua primeira peça, em 1972, quando ela lhe dá um antigo relógio de bolso, diz: "Volte para mim"e retira-se sem dizer mais nada, deixando-o intrigado, enquanto volta para seu quarto no Grand Hotel. Chicago, 1980. Richard não consegue terminar sua nova peça, decide viajar sem destino certo e hospeda-se no Grand Hotel. Ao visitar o Salão Histórico, que esta está repleto de antiguidades, encantado-se com a fotografia de uma bela mulher, que Arthur Biehl (Bill Erwin), um antigo funcionário do hotel, diz para Richard ser Elise McKenna (Jane Seymour), uma atriz famosa que fez uma peça no teatro do hotel, em 1912. Collier fica obcecado com o rosto de Elise e decide não partir e então vai até uma biblioteca próxima pesquisar sobre a atriz. Lá, ele descobre que Elise é a mesma mulher que lhe deu o relógio. Para achar a peça que falta neste quebra-cabeças, Richard terá de ir em algum lugar do passado, desligando-se do presente.





Minha nota: ****

A Troca (Changeling, 2008, 140 min, censura 16 anos)


Christine Collin (Angelina Jolie) é uma mãe solteira que busca desesperamente por seu filho, Walter (Gattlin Griffith). Walther foi seqüestrado em uma manhã de sábado, após ela ter saído para trabalhar. Após cinco meses de buscas intensas, finalmente, o departamento de polícia encontra o garoto. Mas algo está errado e, em seu coração, Christine desconfia que ele não seja seu filho verdadeiro e, com a ajuda do reverendo Gustav Briegleb (John Malkovich), passa a acusar o departamento e o chefe de polícia de corruptos como também Earl Taar (Peter Gerety),um médico conivente, sofrendo por isso muitas retaliações. Baseado em um caso real acontecido entre 1928 e 1930, e dirigido por Clint Eastwood.




Minha nota: ****

08/05/09



"Pousa em meu coração, como pousam as aves

nos ninhos... quero ouvir os teus gorjeios suaves.

Constrói-me ao teu prazer, com raminhos dispersos,

e aquecerei teu corpo ao calor de meus versos.

Deixa-me ouvir-te à noite, em languidez convulsa,

o peito que suspira e o coração que pulsa.

Permite-me escutar, nos clarões matutinos,

a musicalidade excelsa dos teus trinos...

Um doce aroma agreste a tarde azul trescala:

é o hálito da flor que, certamente, fala...

É hora de voltar ao ninho a passarada,

o dia vai fechando a pálpebra cansada...

a brisa do repouso em doce perpassar

sussura levemente um canto de ninar...

e os ramos, como em sonho, impulsionando os ninhos,

são braços maternais a embalar os filhinhos...

Pousa em meu coração, pois queimam como brasas

as penas que deixaste ao sacudir as asas,

quando, sem rumo certo, ao céu azul subiste,

deixando-me sozinha(o), abandonada(o) e triste!"

Gióia Junior (adaptações minhas)
rédito da imag em: http://www.gettyimages.com/

07/05/09

Navegue ...


Navegue ...

(Fernando Pessoa)

Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá.
Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.
Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é
para todos.
Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa
de chegar sabe-se lá onde.
Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só
o seu.
As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas
as faces.
O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o!
Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave!
Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é
outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega à
parte alguma sem ela.
Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.
Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.
Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não
enlouqueça por elas.
Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.
Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.
Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.
Olhe para o lado, alguém precisa de você.
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.
Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo
também.
Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar
necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!
"Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada".
Crédito da imagem: getty images.com

06/05/09

Jane Eyre (1996, França/Itália, 116 min)

1. O livro

Escrito por Charlotte Brontë, romancista inglesa nascida em Thornton, Yorkshire,em 1816 e falecida em 1855, e cujos livros tratam de mulheres em conflito com seus desejos e sua condição social, marcando o início de uma nova etapa no romance do século XIX. Terceira filha de um pastor metodista, Patrick Brontë, perdeu logo sua mãe, Maria Bronwell, tendo uma infância triste e reprimida, passando a maior parte da vida no presbitério de Haworth, para onde seu pai foi transferido. Foi educada no colégio de Cowan Bridge, rigorosa instituição vitoriana cujos métodos desumanos de disciplina denunciou em seu romance "Jane Eyre", o mais célebre de seus quatro livros. Transferiu-se para uma escola de Roe Head, perto de Huddersfield (1831), onde construiu uma grande amizade com Ellen Nussey, com a qual se correspondeu até a morte. Com suas irmãs Emily e Anne, publicou o volume "Poems by Currer, Ellis and Acton Bell", em 1846. O lançamento de "Jane Eyre", em 1847, com um enredo melodramático, garantiu-lhe sucesso imediato; a seguir, publicou "Shirley" (1849), notável por sua descrição da vida em Yorkshire e, por fim, seu último romance em vida, " Villette", em 1853, rememorando as suas experiências em Bruxelas. De saúde instável, morreu prematuramente, em Haworth. Postumamente, foi publicado outro seu grande sucesso, o romance "The Professor", em 1857.


2. O filme:Jane, órfã de pai e mãe, vive infeliz na casa da tia que a detesta, e acaba por enviá-la para um internato, onde então conhece os primeiros momentos de felicidade.Depois de seis anos como aluna e mais dois como professora, vai trabalhar como preceptora da jovem Adèle, a pupila de Edward Rochester.
Quando Jane conhece Rochester, apaixona-se por ele, que propõe-lhe casamento. No dia do casamento, Jane descobre que Rochester já era casado, com uma mulher chamada Bertha, que enlouquecera e era mantida escondida no sótão de Thornfield Hall. Jane decide fugir e, após alguns dias de fome, é recolhida por Saint John Rivers e suas irmãs. Mais tarde, descobre que herdou dinheiro de um tio e seus anfitriões são seus primos direitos, recompensando-os com parte da herança.

Jane, então, resolve descobrir a verdade do passado de Rochester, antes de aceitar o pedido de casamento que s eu primo lhe fizera, e parte para Thornfield Hall.
Direção de Franco Zefirelli.


Minha nota: ***

01/05/09

Madrigal


"Madrigal"

“Gosto de falar de amor, do nosso amor,
Retendo em minhas mãos as tuas mãos pequenas,
- quando a tarde no céu põe desmaios de cor
E há no espaço um rumor inaudível de penas...

Gosto de conversar com os teus olhos estranhos
No silêncio feliz de intermináveis idílios
- inebria-me a luz dos teus olhos castanhos
Através do “abat-jour” de seda dos teus cílios...

Gosto de te falar de amor, falar baixinho...
Tudo o que então te digo, a sós, nesses instantes,
E assim como o arrulhar amoroso de um ninho
Ou o rumor de uma fonte em lugares distantes...

Gosto de falar de amor, - sentir que aos poucos
Vamos ficando tontos, sem querer, os dois...
E te ouço a me dizer que não! Que somos loucos!
- e te entregas inteira em meus braços depois...

Gosto de te falar de amor, - pela expressão
De amor que há nos teus olhos quando assim te falo,
- por tudo o que teus gestos pródigos darão
Na embriaguez do segundo eterno em que me calo...

Gosto de te falar de amor, - nesta certeza
De que gostas também que te fale de amor...
- És a terra que vive! – e eu sou a correnteza
Que canta e que fecunda a terra e a enche de flor!”
Poema de J. G. de Araújo Jorge, do livro ”Eterno Motivo”.

30/04/09

“O que eu amo em você”


“O que eu amo em você”

O que eu amo em você -
é esse seu ar de meiguice,
esse tom de falar com tanta suavidade,
é esse olhar de carinho inundado de luz
e de felicidade...

O que eu amo em você -
são esses olhos mansos,
pedacinhos de um céu todo cheio de luar,
e as suas mãos pequenas como duas conchas
dessas que andam bordando a areia à flor do mar. . .

O que eu amo em você - é essa fragilidade
dos gestos, na inquietude viva do seu ser...
- é essa doçura meiga... esse sorriso brando
que aflora sem querer em seus lábios brincando
sem que eu possa entender...

O que eu amo em você - é essa graça tristonha
que às vezes você põe no que diz ou que faz,
a expressão indecisa e vaga de quem sonha,q
ue me prendeu quase insensivelmente
e não me solta mais...

O que eu amo em você - é essa inquieta beleza
que um momento está viva... e outro instante nublada...
É esse orgulho sutil que a torna ainda mais linda,
é tudo isso afinal, e é muito mais ainda
porque não disse nada...

O que eu amo em você - é essa facilidade
de me contrariar, de fazer quase sempre
aquilo que não quero e que você deseja
sem me magoar sequer,
- é essa maneira sua de pedir, graciosa,é esse poder estranho
- essa atração estranha
de saber ser bonita... e saber ser mulher !”

Poema de J. G. de Araújo Jorge, do livro"Bazar de Ritmos", 1a edição, 1935.

28/04/09

"Elogio ao silêncio" - Sergio Fingermann.


Exposição no Museu Oscar Niemeyer - Curitiba PR.

Granola


27/04/09

Tomates recheados


25/04/09

Noites de Tormenta (Nights in Rodanthe, 2008, 97 min, censura 10 anos)

Adrienne Willis (Diane Lane) vive num caos, o que faz a buscar refúgio em Rodanthe, uma pequena cidade litorânea na Carolina do Norte, para onde vai cuidar da pousada da amiga Jean (Viola Davis), esperando poder refletir sobre seus problemas com Amanda (Mae Whitman), a filha adolescente, com o filho de 9 anos, Danny (Charlie Tahan) e com o ex-marido, Jack (Christopher Meloni ), que quer voltar para casa. O único hóspede é dr. Paul Flanner (Richard Gere), que enfrenta uma crise de consciência. Durante mais um furacão, comum na quela região, eles vão se conhecendo, buscando consolo e apoio um no outro, tendo um fim de semana que mudará para sempre as suas vidas.
Site Oficial: www.noitesdetormenta.com.br
Minha nota: *****

http://www.youtube.com/watch?v=R7s2ihrT2Kg
"Há um tipo de amor que nos faz pensar que tudo é possível. Você pode ter um amor assim. Não se contente com menos que isso!"

24/04/09

Cidade dos Anjos (City of Angels, 1998, 114 min)


Uma cirurgiã prática e racional, Maggie (Meg Ryan) fica abalada quando perde um paciente durante uma operação. Um anjo, Seth (Nicolas Cage), que estava na sala de cirurgia, começa a sentir-se atraído e resolve tornar-se visível para ela, a fim de poder encontrá-la frequentemente, o que acaba provocando entre os dois uma atração cada vez maior. Seth não pode sentir calor, nem o vento no rosto, o gosto de uma fruta ou o toque da sua amada, assim ele diz ao s eu amigo Cassiel (Andre Braugher) que vai d eixar de ser imortal para poder amar e ser amado intensamente.

Com direção de Brad Silberling, roteiro de Dana Stevens, baseado em roteiro de Wim Wenders, Peter Handke e Richard Reitinger, foi no filme “Der Himmel über Berlin” (Wings of Desire/Asas do desejo, de 1987). Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Canção Original ("Uninvited") e duas indicações ao Grammy, nas categorias de Melhor Canção Original ("Uninvited") e Melhor Trilha Sonora composta para um filme.




Minha nota: ***

Quando chegares...


Não sei se voltarás


sei que te espero.



Chegues quando chegares,


ainda estarei de pé, mesmo sem dia,


mesmo que seja noite,


ainda estarei de pé.



A gente sempre fica acordado


nessa agonia,


à espera de um amor que acabou sendo fé...



Chegues quando chegares,


se houver tempo, colheremos ainda frutos, como ontem,


a sós;


se for tarde demais, nos deitaremos à sombra


e perguntaremos por nós...


( Poesia de J. G. de Araujo Jorge - extraído do livro De mãos dadas- 2a edição , 1966 )

21/04/09

Divã (Brasil, 2009, censura 14 anos)


Mercedes (Lília Cabral) é uma mulher casada há 20 anos, com dois filhos e que, aos 40 anos, tem a vida aparentemente estabilizada, mas, ainda assim, procura um analista. Aos poucos, Mercedes descobre facetas que desconhecia, que alteram seu relacionamento com o marido Gustavo (José Mayer), s empre contando com o apoio da amiga Mônica (Alexandra Richter) para ajudá-la. Dirigido por José Alvarenga Jr e baseada em texto de Martha Medeiros.
Minha nota: ****

18/04/09

A sós


"A Sós..."


A sós
como duas gaivotas
na solidão do céu,
em pleno mar,
sonhando no ar...
A sós
como duas mãos quando se procuram
e se encontram,
sem voz...
Como eu e tu
quando somos nós
a sós...


(Poema de J.G. de Araujo Jorge,extraído do livro A SÓS... , 1958.
Crédito da imagem: www.gettyimages.com

17/04/09

“Amo-te não só pelo que és,
Mas pelo que sou quando estou ao teu lado...
Amo-te, não só pelo que tens feito de ti,
Mas pelo que tens feito e estás fazendo de mim...
Amo-te, porque não vês em mim, as loucas,
Fracas coisinhas que não podes deixar de observar
E porque trazes à luz do dia tantas belezas
Que ninguém procurara ainda descobrir.
Amo-te porque ajudas-me a construir
Do madeiro de minha vida,
Não uma taberna, mas um templo.
Elizabeth Barret Browning

16/04/09


"Confissão”

Amo-te!
Que bem que esta sinceridade me faz!
Poder dizer-te assim, que te amo!
Com que ternura penso sempre em ti,
com quanto amor o teu amor reclamo!

Vejo-te sempre! Estás no meu café, nos discos
que ouço, estás em toda parte onde estou
- tudo me fala de ti, tudo ao redor
de mim me faz lembrar-te!

O sol queima-me as faces - são teus beijos
que eu sinto, são teus braços, são teus olhos,
- me envolvem transbordantes de desejos!

Amo-te! Com violência e embriaguez,
com carinho, com ciúme, com volúpia,
amo-te, como se ama uma só vez!”

Soneto de Enedina Chiesa Beltrame.
Crédito da imagem: http://www.gettyimages.com

15/04/09

Trufas com cereja


14/04/09

"Cantiga”



“Cantiga

Vejo teus olhos fechados
e tua respiração.
Enquanto dormes, escrevo,
para que quando acordares
te ofereça esta canção...
Tenho ciúmes do sono
que de mim te leva embora,
tenho ciúmes do sono
que de mim te afasta e leva
por outros mundos afora...
Quisera se leve, leve,
mais leve que esta canção,
para dançar nos teus olhos,
nesse ritmo tão breve
da tua respiração...
Quisera ser pequena,
Tão pequena, que
Chegasse dentro do teu coração...”

Autora desconhecida.


Crédito da imag em : http://www.gettyimages.com

O Feitiço de Áquila (117 minutos) / Acordar, viver


Na Europa do século XII, o Bispo de Áquila (John Wood) toma conhecimento de que sua amada, a bela Isabeau Dante (Michelle Pfeiffer), está apaixonada pelo Capitão Etienne Navarre (Rutger Hauer), um cavaleiro. Áquila, possuído de raiva e ciúme, lança uma maldição sobre o casal: de dia ela sempre será um falcão e de noite Navarre tomará a forma de um lobo, ficando o casal impedido de se entregar um ao outro. Eles têm como únicos aliados Phillipe Gaston (Matthew Broderick), mais conhecido como Rato, que é o único prisioneiro que escapou das muralhas de Áquila, e o frei Imperius (Leo McKern). Dirigido por Richard Donner .


Minha nota: ****


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Acordar, viver

Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.

Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?

Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?

Ninguém responde, a vida é pétrea.

Carlos Drummond de Andrade

13/04/09

P.S. Eu Te Amo (P.S., I Love You, 2007)



Holly Kennedy (Hilary Swank) é uma jovem feliz, casada com Gerry (Gerard Butler), um irlandês divertido, por quem é completamente apaixonada. Porém, Gerry morre devido a uma doença e a vida de Holly também acaba, já que ela entra em profunda depressão. Mas o que ela não esperava era que, imaginando que isto poderia acontecer, Gerry deixou para ela diversas cartas antes de morrer, que aparecem de forma inusitada, cada uma delas buscando guiar Holly no caminho de sua recuperação, não apenas da dor pela sua perda mas também de sua própria redescoberta. Baseado no livro homônimo da escritora irlandesa Cecelia Ahern.


Minha nota: ****

"Cada um guarda no fundo de si mesmo uma espécie de pequeno cemitério, onde jazem as pessoas que amou. Aí dormem elas, durante anos, sem que nada as desperte. Mas, chega o dia - sabe-se bem - em que a cova se abre. Os mortos erguem-se do túmulo e sorriem ao amante, ao amado, em cujo seio a sua recordação repousa , tal qual a criança que dorme nas entranhas maternas. "


"A gente não faz o que quer. Querer e viver são duas coisas diferentes. É preciso conformar-nos. O essencial é não cansar de querer e viver. O resto não depende de nós."


("Jean-Christophe ", de Romain Rolland, vol I, págs. 354 e 412 .

12/04/09

A Ponte do Rio Kwai (The Bridge of the River Kwai, 1957)


Durante a Segunda Guerra Mundial, alguns soldados ingleses tornam-se prisioneiros em um campo de concentração japonês. Este grupo é escolhido pelo chefe do campo para construir uma ponte sobre o rio Kwai. O coronel Nicholson (Alec Guinness), um oficial inglês, planeja a construção para demonstrar a superioridade britânica, mas Shears (William Holden), um americano que é prisioneiro do mesmo campo, planeja a destruição da ponte. Dirigido por David Lean, ganhou 7 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Alec Guinness), Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora. Ganhou 3 Globos de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor e Melhor Ator - Drama (Alec Guinness), e, ainda, ganhou 4 prêmios no BAFTA, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Britânico, Melhor Ator Britânico (Alec Guinness) e Melhor Roteiro Britânico

http://www.youtube.com/watch?v=h8GoP_oY0_s

Bolo com goiabada


Créditos: Claudia Comida e Bebida, Ed. Abril.

11/04/09

“Não te entendo, coração!”

Mas se não amo, nem posso,
Que pode então isto ser?
Coração, se já morreste,
Porque te sinto bater?
Ai, desconfio que vives
Sem tu nem eu o saber.
Porque a olho quando a vejo?

Porque a vejo sem a olhar?
Porque longe dos meus olhos
Me andam os seus a lembrar?
Porque levo tantas horas
Nela somente a pensar?
Porque tímido lhe falo,

E dantes não era assim?
Porque mal a voz lhe escuto
Não sei o que sinto em mim?
Porque nunca um não me acode
Em tudo que ela diz sim?
Porque estremeço contente

Quando ela me estende a mão,
E se aos outros faz o mesmo
Porque é que não gosto então?
Deveras que não me entendo,
Nem te entendo, coração.
Ou me enganas, ou te engano;
Se isto amor não pode ser,
Não atino, não conheço
Que outro nome possa ter;
Ai, coração, que vivemos
Sem tu nem eu o saber.”

Soneto de João Lemos.

10/04/09

Bolinhos de arroz


Créditos: Revista Claudia.

09/04/09

Os embalos de sábado à noite (Saturday Night Fever, 1977, 112 min)


Tony Manero (John Travolta, em plena forma), um jovem do Brooklyn e um excelente dançarino de disco music, só encontra significado enquanto dança, pois o trabalho em uma loja de tintas não o gratifica. Para dançar, ele prepare-ase da melhor forma possível. Sob a influência de seu irmão, um padre frustrado, e de Stephanie (Karen Lynn Gorney), sua parceira de dança, então começa a questionar sua vida e suas perspectivas limitadas, enquanto vive uma crise amorosa, durante os preparativos para participar de um concurso em uma discoteca.

Recebeu uma indicação ao Oscar, de Melhor Ator (John Travolta) e recebeu, ,também, 4 indicações ao Globo de Ouro: Melhor Filme em Comédia/Musical, Melhor Ator em Comédia/Musical (John Travolta), Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção ("How deep is your love?").

vale a pena ver, nem que seja pelas músicas e danças.



08/04/09

Salada


Crédito: Claudia Comida e Bebida, Editora Abril.

07/04/09

"Só"

Só –para além da janela,
nem uma nuvem, nem uma folha amarela
manchando o dia de ouro em pó...
Mas aqui dentro quanta bruma,
quanta folha caindo, uma por uma,
dentro da vida de quem vive só!
Só – palavra fingida,

palavra inútil, pois quem sente
saudade nunca está sozinho, e a gente
tem saudade de tudo nesta vida...De tudo!
De uma espera
por uma tarde azul de Primavera;
de um silêncio, da música de um pé
cantando pela escada;
de um véu erguido, de uma boca abandonada,
de um divã, de um adeus, de uma lágrima até!
No entanto, no momento,

tudo isso passa
na asa do vento,como um simples novelo de fumaça...
E é só depois de velho, uma tarde esquecida,

que a gente se surpreende a resmungar:
“Foi tudo o que vivi de toda a minha vida!”
E começa a chorar.

Guilherme de Almeida

06/04/09

“Mãos Enlaçadas"


“Mãos Enlaçadas"

Teus cinco dedos, entrelaçados
nos meus cinco dedos,
trocaram confidências e segredos
num doce enlevo esquecidos...
- são teus cinco sentidos
entrelaçadosnos meus cinco sentidos...

Assim, na sombra, de mãos dadas
não te sentes sozinha e eu não me sinto só...
E as nossas mãos unidas,enlaçadas,
parecem nossas vidas
amarradas,num nó...

nessa hora de silêncio em que juntos ficamos,
tu, cheia de meiguice... eu, cheio de carinho,
e em que nada conversamos,
invade-me a impressão,

- de que a minha alma e a tua, bem baixinho
trocam juras de amor, trocam segredos
em teus dedos trançados nos meus dedos,
e em tua mão perdida em minha mão!

Poema de J. G. de Araújo Jorge, do livro “Eterno Motivo”.

05/04/09

Sê piedoso...

“Sê piedoso ante o dia que surge. Não penses no que será dentro de um ano, de dez anos. Pensa no dia de hoje. Deixa de parte as teorias. Todas as teorias, mesmo as da virtude, são ruins, são tolas, fazem mal. Não violentes a vida. Vive a hora presente. Crê em cada dia. Ama-o, respeita-o, sobretudo não o macules, não o impeças de florescer. Ama-o, mesmo quando ele for cinzento e triste, como o de hoje. Não te preocupes. Vê. É inverno agora. Tudo dorme. A terra boa despertará. Devemos ser como uma terra boa e pacientes como ela. Sê piedoso. Espera. Por que te entristeceres pelo que não podes fazer?”
(Do personagem Gottfried para Jean-Christophe, no livro Jean-Christophe, vol I, do autor Romain Rolland
)

04/04/09

Salada de tangerina

Créditos: Claudia Comida e Bebida, Editora Abril, abril/2009.

03/04/09

“O que é o amor?”

Amor é uma das palavras mais mal compreendidas ou desvalorizadas que existe. Hollywood e os romances de hoje transformaram-na em sinônimo de sexo! Mas o amor não é só isso! O amor é uma força tremenda que motivou os atos mais heróicos da história e também criou as vidas mais belas e cativantes do mundo.
Consiste em desejar o bem do outro, empenhando neste desejo o próprio ser. Em outras palavras, é o dar-se do próprio ser para promover o bem maior do outro. Assim, o amor é fundamentalmente desinteressado, representa a maior vitória sobre o egoísmo. É a única força capaz de fazer curvar nobremente o ser livre. O ser livre só se rende dignamente ao gesto de dar-se. Na reciprocidade da doação total se realiza a plenitude do amor. O amor é que nos faz aproximar de outras pessoas, é o vínculo que nos une a outros e a razão pela qual outros nos procuram. O amor, por ser tão sublime, foge praticamente a toda definição. Ele, porém, existe!”

Trecho do livro “Folhas de Outono”, de Fernando Bastos (uma das mais belas páginas do meu caderno de poesia - coisas de adolescente anos70!).

30/03/09

Tudo Bem no Ano que Vem (Same Time, Next Year, 1978, 118 min)


Uma jovem dona-de-casa de Okahoma, Doris (Ellen Burstyn) e um contador de New Jersey, George (Alan Alda), após um encontro casual em um pousada, mantêm um caso por mais de 25 anos, mas com uma peculiaridade: encontram-se apenas um fim de semana por ano, sempre na mesma data e no mesmo local. No decorrer deste relacionamento sem culpas, é traçado um perfil das mudanças ocorridas na América desde o início dos anos 50 e as mudanças ocorridas com os dois e suas respectivas famílias. Direção de Robert Mulligan e roteiro de Bernard Slade, baseado em peça teatral de Bernard Slade.

29/03/09

Acaso

"Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e uma não substitui a outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa só. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada.Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram por acaso. "
Antoine de Saint-Éxupéry

28/03/09

Os quatro cavaleiros do Apocalipse


Dirigida pelo grande diretor Vincent Minelli, esta é a saga sobre duas ricas famílias argentinas, que ficam chocadas quando seus filhos, Heinrichs e Julo, vão à Europa lutar na Segunda Guerra, contra o nazismo. Com: Glen Ford, Ingrid Thulin, Charles Boyer, Lee J. Coub.

26/03/09

Não passou

Não passou

Passou?
Minúsculas eternidades
deglutidas por mínimos relógios
ressoam na mente cavernosa.
Não, ninguém morreu, ninguém foi infeliz.
A mão- a tua mão, nossas mãos
-rugosas, têm o antigo calor
de quando éramos vivos. Éramos?
Hoje somos mais vivos do que nunca.
Mentira, estarmos sós.
Nada, que eu sinta,
passa realmente.
É tudo ilusão de ter passado.

Carlos Drummond de Andrade

24/03/09

Cheesecake


23/03/09

Resíduo

(...) Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo

no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,retrato.
(...) E de tudo fica um pouco.

Oh abre os vidros de loção e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.

Carlos Drummond de Andrade

22/03/09

...E o vento levou (Gone With The Wind 1939)

Uma reunião social acontece numa grande plantação na Georgia, Tara, cujo dono é Gerald O'Hara (Thomas Mitchell), um imigrante irlandês. Na mansão está Scarlett (Vivien Leigh), sua bela e teimosa filha adolescente. Os gêmeos Tarleton, Brent (Fred Crane) e Stuart (George Reeves), imploram para serem seus acompanhantes num churrasco, que haverá em Twelve Oaks, uma plantação vizinha. Scarlett flerta com eles enquanto tenta obter informações sobre o homem que ama obsessivamente, Ashley Wilkes (Leslie Howard), o primogênito do patriarca de Twelve Oaks, John Wilkes (Howard C. Hickman). Ela ouve algo que a desagrada muito: Ashley está comprometido, o que depois é confirmado por seu pai. Scarlett acha a vida em Tara monótona, mas seu pai diz que Tara é uma herança inestimável, pois só a terra é um bem que dura para sempre. Ela só pensa em Ashley, assim usa seu mais belo vestido para ir ao churrasco, revelando um inapropriado comportamento para um compromisso diurno, apesar das objeções de Mammy (Hattie McDowell), sua protetora escrava. Em Twelve, Oaks Scarlett é o centro das atenções, em razão dos vários pretendentes que pairam sobre ela, mas nenhum deles é Ashley. Mais tarde, Scarlett ouve os cavalheiros discutindo acaloradamente sobre a guerra eminente que acontecerá entre o Norte e o Sul, crendo que derrotarão em meses os ianques. Só Rhett Buttler (Clarrk Gable), um aventureiro que tem o hábito de ser franco, não concorda com estas declarações movidas mais pelo orgulho do que pela lógica. Ele diz que não há nenhuma fábrica de canhões no sul e afirma que os ianques estão melhor equipados e têm fábricas, estaleiros, minas de carvão e podem matar os sulistas de fome, pois têm o domínio dos portos, enquanto os sulistas só têm algodão, escravos e arrogância. Um jovem, Charles Hamilton (Rand Brooks), sentindo-se insultado, tenta desafiar Rhett para um duelo, mas ele se esquiva, mesmo sabendo que o derrotaria facilmente, e se retira. Ashley tenta ir ao seu encontro para acompanhá-lo, pois Rhett é um convidado, mas é detido por Scarlett, que quer falar com ele. Os dois vão até a biblioteca e ela fala para Ashley que o ama profundamente. Isto só faz ele lhe dizer que está noivo da prima dela, Melanie Hamilton (Olivia de Havilland). Ashley diz que ama Melanie, entretanto admite que ama Scarlett fraternalmente. Ela fica ainda mais irritada e esbofeteia Ashley, que deixa a biblioteca. Ela então lança um vaso contra a lareira e descobre que atrás de um sofá havia uma outra pessoa, Rhett. Quando Scarlett lhe diz que não é um cavalheiro, Rhett retruca dizendo que ela não é uma dama, mas é claro que Rhett ficou atraído pela beleza de Scarlett. Em Twelve Oaks chega um cavaleiro, para dizer que a guerra começou. Os homens exultam e Charles vai dizer a Scarlett que a guerra foi declarada, com todos os homens indo se alistar. Enquanto via Ashley se despedir de Melanie, Scarlett ouve Charles lhe pedir em casamento. Movida pela mágoa, ela aceita e diz que quer casar antes que ele parta. Assim Melanie e Ashley se casam em um dia e no seguinte Scarlett se casa com Charles, apesar de não sentir nenhuma atração ou amor por ele. O que Scarlett desconhecia é que o futuro lhe reservava dias muito mais amargos, pois durante a Guerra Civil Americana várias fortunas e famílias seriam destruídas.
"...E o vento levou" recebeu 10 Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Vivien Leigh), Melhor Atriz Coadjuvante (Hattie McDaniel), Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia Colorida, Melhor Edição e Melhor Roteiro, além um Oscar honorário para William Cameron Menzies e um Oscar técnico, para Don Musgrave.
Recebeu, ainda, outras 5 indicações ao Oscar: Melhor Ator (Clark Gable), Melhor Atriz Coadjuvante (Olivia de Havilland), Melhor Som, Melhor Trilha Sonora e Melhores Efeitos Especiais.
Minha nota: *****

Dois Caminhos...

"Dois Caminhos... "

Eu queria te dar minha emoção mais pura,
associar-te ao meu sonho e dividir contigo
migalha por migalha, o pouco de ventura
que pudesse colher no caminho onde sigo...

E esse estranho desejo em que se desfigura
a palavra de amor e pureza que eu digo,
- e queria te dar essa minha ternura
que às vezes, por trair-se ao teu olhar, maldigo...

Bem que eu quis te ofertar meu destino, meu sonho,
minha vida, e até mesmo esta efêmera glória
que desperdiço a cantar nos versos que componho...

Nada quiseste... E assim, os sonhos que viviam,
se ontem, puderam ser um começo de história,
hoje, são dois caminhos que se distanciam...”

Soneto de J. G. de Araújo Jorge , da coletânea "Meus Sonetos de Amor ", 1a edição,1961.

21/03/09

“Primeiro Amor”

“Primeiro Amor”

Quando te vi naquela tarde eu era
uma criança, talvez - tinha quinze anos;
- não sabia, da vida, os desenganos
que à nossa frente vão ficando à espera...
Estava no esplendor da primavera
e num mar de ilusões erguia planos...
No peito, não guardava estes profanos
sentimentos, que o mundo aos poucos, gera...
Foi assim que te vi... e então julgava
que a vida era melhor do que eu pensava
e me sentia mais feliz que um rei...
Mas um dia... Não sei por que... Partiste...
- E eu que era alegre, me tornei triste
e a tristeza em meus versos transbordei !”

Poema de J. G. de Araújo Jorge, do livro “Meu céu Interior”, 1934.


"O amor jamais acaba..."

20/03/09

Rocambole Mesclado


Créditos: Revista Claudia, Ed. Abril.

19/03/09

"Como eu te amo?"

"Amo-te quanto em largo, alto e profundo
Minh'alma alcança quando, transportada,
Sente, alongando os olhos deste mundo,
Os fins do Ser, a Graça entressonhada.

Amo-te em cada dia, hora e segundo:
À luz do Sol, na noite sossegada.
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não pedem nada.

Amo-te com o doer das velhas penas;
Com sorrisos, com lágrimas de prece,
E a fé da minha infância, ingênua e forte.

Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida. E, assim Deus o quiser,
Ainda mais te amarei depois da morte."

Elizabeth Barret Browning, tradução de Manuel Bandeira.

18/03/09

Antes de partir (The Bucket List - 2007, 97 minutos)


Dirigido por Rob Reiner, este filme traz Morgan Freeman como Carter Chambers, um homem negro, casado, pai e avô, e que há 46 anos trabalha como mecânico. Internado num hospital para um tratamento experimental para combater o câncer, ele passa a ter como companheiro de quarto Edward Cole (Jack Nicholson), o solitário e rico empresário dono do próprio hospital e que também está com câncer.Após uma cirurgia, Edward descobre que tem poucos meses de vida, o mesmo acontecendo com Carter. Carter decide escrever a "lista da bota", algo que seu professor de filosofia passou como trabalho muitas décadas atrás, e que consiste em desejos que possam ser realizados antes de sua morte. Então, Edward acrescenta alguns itens à lista e propõe que eles a realizem juntos, viajando pelo mundo para aproveitar seus últimos meses de vida.
Minha nota: *****
Site Oficial: www.antesdepartir.com.br

17/03/09

BALA DE CAFÉ

BALA DE CAFÉ
Ingredientes:

1 copo de café forte
3 copos de açúcar
1 copo de leite
3 colheres (sopa) de mel
1 gema
1 colher (sopa) de margarina
1 colher de farinha de trigo
Modo de preparo:
Misture os ingredientes e leve ao fogo até dar o ponto de bala (ponto de fio). Deixe esfriar e corte em quadradinhos e enrole em papel celofane (somente no dia seguinte).

16/03/09

O AUTO-RETRATO

O AUTO-RETRATO

No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas

de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco

- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?

Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!

Mario Quintana

15/03/09

Desiderata (Serenidade)

"Transite com calma entre a bulha e a pressa, e não se recuse à paz do silêncio. Sem sacrificar os seus princípios, seja cordial com todos. Mostre sereno e calmo a sua verdade; e escute a dos outros, mesmo a dos pobres de espírito: eles também tem o que dizer. Comparando-se com os outros, evite as mágoas e a vaidade, porque sempre haverá gente abaixo e acima de você .
Goze as suas vitórias como os seus projetos. Não despreze a sua carreira, por mais humilde que seja; ela será um bem nas incertezas do amanhã. Proceda com cautela nos contratos do comércio, pois o mundo está cheio de raposas. Mas que a cautela não o cegue para a virtude: existe idealismo também, e não falta heroísmo ao mundo.
Seja fiel a si mesmo. Acima de tudo, nunca finja afeição. Jamais seja cínico em amor, pois mesmo com o risco de aridez e desencanto, ele é perene como a grama. Aceite de bom grado as poderações da idade, não se apegue aos bens da juventude. Exercite a fortaleza de ânimo para se garantir nos desastres súbitos. Mas não se deixe transportar pela imaginação.
Muitos receios nascem do cansaço e da solidão. Adote uma disciplina saudável, mas não se esgote por ela. Você é filho do universo, como as árvores e as estrelas, e tem o direito de estar aqui. E quer você entenda quer não, o universo se expande como deve. E esteja, pois, em paz com Deus, com o seu Deus, e sejam quais forem as suas lutas e ideais, viva em paz.
Malgrado as imposturas, as durezas e as decepções, o mundo ainda é belo. Tenha cuidado. Procure ser feliz."

Max Ehrmann, poeta e teatrólogo americano(1872-1945). Tradução do Padre Antonio Maria Cabral.

14/03/09

"Olhai os lírios dos campos..."


"Uma noite me disseste que Deus não existia porque em mais de vinte anos de vida não O pudeste encontrar. Pois até nisso se manifesta a magia de Deus. Um ser que existe mas é invisível para uns, mal e mal perceptível para outros e duma nitidez maravilhosa para os que nasceram simples ou adquiriram simplicidade por meio do sofrimento ou duma funda compreensão da vida. Dia virá em que em alguma volta de teu caminho há de encontrar Deus. Um amigo meu, que se dizia ateu, nas noites de tormenta desafiava Deus, gritava para as nuvens, provocando o raio. Deus é tão poderoso que está presente até nos pensamentos dos que dizem não acreditar na sua existência. Nunca encontrei um ateu sereno. Eles se preocupam tanto com Deus como o melhor dos deístas.O argumento mais fraco que tenho contra o ateísmo é que ele é absolutamente inútil e estéril; não constrói nada, não explica nada, não leva a coisa nenhuma.

...

Estive pensando muito na fúria cega com que os homens se atiram à caça do dinheiro. É essa a causa principal dos dramas, das injustiças, da incompreensão da nossa época.Eles esquecem o que têm de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura. De que serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles?Quero que abra os olhos, Eugênio, que acorde enquanto é tempo. Peço-te que pegues a minha Bíblia que está na estante de livros, perto do rádio, leias apenas o Sermão da Montanha. Não te será difícil achar, pois a página está marcada com uma tira de papel. Os homens deviam ler e meditar esse trecho, principalmente no ponto em que Jesus nos fala dos lírios do campo que não trabalham nem fiam, e no entanto nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles.Está claro que não devemos tomar as parábolas de Cristo ao pé da letra e ficar deitados à espera de que tudo nos caia do céu. É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções. E, quando o amor ao dinheiro, ao sucesso nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.Não penses que estou fazendo o elogio do puro espírito contemplativo e da renúncia, ou que ache que o povo devia viver narcotizado pela esperança da felicidade na “outra vida”. Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios ambiciosos, as guerras e as intrigas cruéis. Temos de fazer-lhes frente. É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência e sim com as do amor e da persuasão. Considera a vida de Jesus. Ele foi antes de tudo um homem de ação e não um puro contemplativo.Quando falo em conquista, quero dizer a conquista duma situação decente para todas as criaturas humanas, a conquista da paz digna, através do espírito de cooperação.E quando falo em aceitar a vida não me refiro à aceitação resignada e passiva de todas as desigualdades, malvadezas, absurdos e misérias do mundo. Refiro-me, sim, à aceitação da luta necessária, do sofrimento que essa luta nos trará, das horas amargas a que ela forçosamente nos há de levar. Precisamos, portanto, de criaturas de boa vontade."


Carta de Olívia para Eugênio, personagens de "Olhais os lírios dos campos", de Érico Veríssimo.


"Olhai para os lírios do campo, como eles crescem: não trabalham, nem fiam. Eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles" (Mateus 6:28-29).


Créditos da imagem: http://www.gettyimages.com/

13/03/09

Cantando na chuva



Cantando na Chuva

Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) são dois dos astros mais famosos da época do cinema mudo em Hollywood. Seus filmes são um verdadeiro sucesso de público e as revistas inclusive apostam num relacionamento mais íntimo entre os dois, o que não existe na realidade. Mas uma novidade no mundo do cinema chega para mudar totalmente a situação de ambos no mundo da fama: o cinema falado, que logo se torna a nova moda entre os espectadores. Decidido a produzir um filme falado com o casal mais famoso do momento, Don e Lina precisam entretanto superar as dificuldades do novo método de se fazer cinema, para conseguir manter a fama conquistada. (www.adorocinema.com)

12/03/09

Florbela Espanca

Gosto de ti apaixonadamente,
De ti que és a vitória, a salvação,
De ti que me trouxeste pela mão
Até ao brilho desta chama quente.

A tua linda voz de água corrente
Ensinou-me a cantar... e essa canção
Foi ritmo nos meus versos de paixão,
Foi graça no meu peito de descrente.

Bordão a amparar minha cegueira,
Da noite negra o mágico farol,
Cravos rubros a arder numa fogueira!

E eu, que era neste mundo uma vencida,
Ergo a cabeça ao alto, encaro o Sol!
- Águia real, apontas-me a subida!


*Florbela Espanca, poetisa espanhola

11/03/09

"Mãos"


"Mãos..."


Como aves desarvoradas
Depois de roteiros vãos
Tuas mãos vieram, cansadas,
Se aninhar em minhas mãos...
Há momentos... Acontece...
Puro, o amor pode ficar,
Como duas mãos em prece,
Esquecidas, a rezar...
Quando maior é o carinho
Às vezes, tenho a impressão
De que conversam baixinho...
Tua mão... em minha mão..."


J.G. de Araújo Jorge (1914 / 1987 ), do livro "Trevo de Quatro Versos" 1a ed. 1964



"A vida" /"Arroz Sofisticado" (no microondas)

" A Vida"

Gota d'água transparente
que brilha, cresce...
e que cai!
Assim a vida da gente
que num instante se vai!
A Vida, - mistério vão
sombra agora, depois luz,
- estranho traço de união
ligando um berço... a uma cuz!
A Vida - uma onda que avança
e volta, vai-vem do mar...
Quando vai, quanta esperança!
Quanta amargura, ao voltar!
A Vida - visão fugaz,
praia chã, mar que alteia,
onda que faz e desfazos seus cabelos de areia...
A Vida - ansiosa escalada
sobre a paisagem do mundo
Tanto esforço para nada
se há sempre abismo no fundo!
Às vezes penso que a vida
que há tanta gente a querer
só existe, - indefinida -
pra gente poder morrer...
Ó pobre vida suicida!
Teu destino é uma ironia
se o que chamamos de vida
é um morrer de cada dia!
Numa amizade perdida,
num amor que se desgraça,
a morte desconta a vida
a cada dia que passa!
Há uma ironia, contida
nas contigências da sorte:
- quanto mais se vive a vida
mais se avança para a morte.
Vive a vida bem vivida
e ao mais, esquece e revela,
que a gente leva da vida
a vida que a gente leva...

J.G. de Araujo Jorge (1914 / 1987 ), do livro "Trevo de Quatro Versos", 1a ed. 1964.


10/03/09

Panquecas de carne


09/03/09

Pudim Paulista


08/03/09

Frango de segunda-feira (essa é boa!)


Créditos: Malu Receitas.

07/03/09

Torta de frango


06/03/09

Arroz de forno


Créditos: Malu Receitas.

05/03/09

Panqueca de frango


03/03/09

Páscoa: pavê de cookie e chocolate


01/03/09

Páscoa: ovo de marshmallow


28/02/09

Escondidinho de frango



Créditos: Malu receitas.

Escondidinho de frango


Créditos: Malu receitas.

25/02/09

Bombom de café


Ingredientes

• 1 lata de leite condensado
• manteiga para untar
• 300 g de Classic chocolate meio amargo
• 2 colheres (sopa) de licor de cacau
• 2 colheres (sopa) de nescafé tradição
• ½ colher (sopa) de manteiga

Leve ao fogo baixo o Leite Moça com a manteiga, mexendo sempre até obter consistência cremosa.
Dissolva o NESCAFÉ no licor de cacau e junte-os ao creme. Mexa até desprender do fundo da panela. Despeje em um prato untado com manteiga e deixe esfriar. Faça bolinhas e passe-as pelo Chocolate Meio Amargo já temperado adequadamente. Coloque-as sobre papel de alumínio, para secar. Quando estiverem prontas, retire do papel de alumínio, corte as aparas e sirva a seguir.

Se desejar, envolva cada bombom em papel chumbo ou coloque em forminhas decoradas, para presentear.
Fonte: Cozinha Nestlé


Rendimento da Receita:40 bombons
Tempo de preparo da Receita:1 hora

24/02/09

No ritmo do amor (Love & Dance, Israel, 2006, censura 12 anos)

O garoto Chen está vivendo um grande conflito cultural entre sua mãe russa e seu pai israelita. Ela é culta e gosta das coisas finas da vida, como teatro e jantares. Ele é aparentemente rude, mas no fundo é um homem doce e preocupa-se em fazer de seu filho uma pessoa melhor do que a idealizada pela mãe. Um dia, Chen esbarra numa escola de dança para adolescentes e vê Natalie, uma garota russa por quem se apaixona imediatamente. Seu interesse por ela leva-o a se matricular nas aulas. Por meio da música, ele começa a construir uma ponte entre a divisão cultural de sua família. Direção de Eitan Anner.
Minha nota: ***

23/02/09

CAFÉ COM SORVETE



CAFÉ COM SORVETE
Ingredientes:

1/4 xícara (chá) de café forte

2 colheres (chá) de açúcar

2 1/2 xícaras (chá) de leite

6 colheres (sopa) de sorvete de baunilha ou de chocolate
Modo de preparo:

Misture o café, o açúcar e o leite e divida o líquido em 2 copos grandes. Coloque 3 colheres (sopa) sorvete em cada copo, misture e sirva com canudinhos.



Love Story (1970)

Um estudante de Direito de Harvard, Oliver Barrett IV (Ryan O'Neal), conhece Jenny Cavilleri (Ali MacGraw), uma estudante pobre de música de Radcliffe, filha de um imigrante italiano. Um rápido envolvimento surge entre eles, e logo decidem casar-se. Porém, Oliver Barrett III (Ray Milland), o pai do jovem, é um multimilionário que não aceita a união e deserda o filho. logo após o casamento, Jenny não consegue engravidar e, ao fazer alguns exames, descobre que está muito doente. Um ícono nos anos 70, foi considerada a mais linda história de amor do cinema.

O filme ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora, além de ter sido indicado em outras 6 categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Ryan O'Neal), Melhor Atriz (Ali MacGraw), Melhor Ator Coadjuvante (John Marley) e Melhor Roteiro Original.
Também ganhou 5 Globos de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Atriz - Drama (Ali MacGraw), Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Ator - Drama (Ryan O'Neal) e Melhor Ator Coadjuvante (John Marley). (http://www.adorocinema.com.br/)

http://www.youtube.com/watch?v=V7676EC06oc&feature=related


16/02/09

Eu, robô (I, Robot, 2004)


O diretor Alex Proyas, baseado em três histórias do escritor americano Isaac Asimov, conta a história de um futuro próximo (2035), em que o mundo vive dependente de robôs e uma nova geração deles está preste a inundar o mercado. A diferença é que essa nova geração, por algum motivo, tem a opção de não seguir as três regras básicas dos robôs que garantem a segurança dos seres humanos. O detetive Del Spooner (Will Smith) logo vê-se envolvido em uma grande conspiração, na qual os robôs querem exercer superioridade sobre os seres humanos, indo atrás de pistas para tentar provar que está certo, com a ajuda da Dra. Susan Calvin (Bridget Moynahan).
Recebeu uma indicação para o Oscar, na categoria de Melhores Efeitos Especiais.
Minha nota: ****

15/02/09

Renúncia


Renúncia


Eu queria uma vida assim com você,
Assim sem relógio e sem dedo em riste,
Sem lei e sem sociedade,
Sem satisfação e sem chau!
Eu queria uma vida assim com você,
Mas, felizmente, meu querer não é tudo
E meu poder é limitado.
Felizmente, minha palavra se esvai
E este papel se amarela.
Felizmente porque o bom é a espera.
A incerteza e o talvez são molas propulsoras;
Porque senão a alegria não teria razão
E o chegar não teria partida.
Eu queria uma vida assim com você,
Sem lenço e sem documento,
Mas, o bacana é o adeus, é a volta,
É o riso depois do choro,
É o hoje sofrido e o amanhã exultante.
O bacana é o crescente, a renúncia,
A noite mal dormida, a consciência,
O bacana é a luta,
É saber que existe o perdão.
É a dúvida do "não quero", mas quero!
Eu queria uma vida assim com você,
Mas dou graças por não ter,
Porque só assim eu posso escrever tudo isto,
Só assim eu posso medir-me,
Posso certificar a limitação humana.
Só assim eu sei que nada sou,
Que vivo capengando,
Carregando o que dá
E caindo com o que não dá.
Só assim eu sei o quanto lhe quero,
quanto posso, mas o quanto não devo!

(Neimar de Barros)

10/02/09

Trufa bicolor

08/02/09

Bilhete


Bilhete

O teu vulto ficou na lembrança guardado,
vivo, por muitas horas!... e em meus olhos baços
Fitei-te – como alguém que ansioso e torturado
Tentasse inutilmente reavivar teus traços...

Num relance te vi – depois, quase irritado
Fugi, - e reparei que ao marcar os meus passos
ia a dizer teu nome e a ver por todo lado
o teu vulto... o teu rosto... e o clarão dos teus braços!

Talvez eu faça mal em querer ser sincero,
censurarás – quem sabe? Essa minha ousadia,
e pensarás até que minto, e que exagero...

Ou dirás, que eu falar-te nesse tom, não devo,
que o que escrevo é infantil e absurdo, é fantasia,
e afinal tens razão... nem sei por que te escrevo!


(Poema de J.G. de Araújo Jorge, extraído do livro
"Meu Céu Interior", 1ª edição, setembro,1934.)

07/02/09

Macarrão com iogurte e páprica



04/02/09

Letra e Música


O decadente astro da música pop Alex Fletcher (Hugh Grant), que fez muito sucesso na década de 80 com sua banda, mas agora apenas apresenta-se no circuito nostálgico de feiras e parques de diversão, depois que seu parceiro e a migo Colin (Scott Porter) o traiu. A chance de mais uma vez fazer sucesso bate à sua porta quando Cora Corman (Haley Bennet), a jovem e atual diva do pop, convida-o para compor uma canção e gravar em dueto. O problema é que Alex não compõe há mais de 10 anos uma canção sequer, além de jamais ter escrito uma letra de música, mas ele encontra em Sophiee Fisher (Drew Barrymore), a encarregada de cuidar das plantas de seu apartamento, uma maneira de terminar a canção.
Site Oficial:
wwws.br.warnerbros.com/musicandlyrics
Minha nota: ****


“TUA CARTA

A carta que escreveste é a oração que repito
Todas as noites, sempre, antes de me deitar,
À hora em que abro a janela ao azul do infinito
E me ausento de tudo... e me esqueço a sonhar ...
Eu, descrente da terra e dos homens descrentes
Mais ainda dos céus, com bem maior razão,
Murmuro a tua carta religiosamente
Pois fiz de teu amor a minha religião ...
Tua carta , nem sei ... releio-a a todo instante
Ela acende em meus olhos tristes alegrias
E me faz esquecer que te encontras distante...
Paradoxos talvez, mentiras !.. Não te esqueço
E toda noite assim (há não sei quantos dias),
Com teu nome em meus lábios ... rezando, adormeço ...”

Poema de J. G . de Araujo Jorge, do livro " AMO ! ".

03/02/09

O Verbo Amar (J.G.de Araujo Jorge)

O VERBO AMAR

Te amei: era de longe que te olhava
e de longe me olhavas vagamente...
Ah, quanta coisa nesse tempo a gente sente,
que a alma da gente faz escrava.

Te amava: como inquieto adolescente,
tremendo ao te enlaçar, e te enlaçava
adivinhando esse mistério ardente
do mundo, em cada beijo que te dava.

Te amo: e ao te amar assim vou conjugando
os tempos todos desse amor, enquanto
segue a vida, vivendo, e eu, vou te amando...

Te amar: é mais que em verbo é a minha lei,
e é por ti que o repito no meu canto:
te amei, te amava, te amo e te amarei!

(J.G. de Araujo Jorge)

28/01/09




Will Freeman (Hugh Grant) é um homem de trinta e oito anos, metido a galã, bonito e rico, que inventa ter um filho, Ned, apenas para poder ir às reuniões de pais solteiros para conhecer mães também solteiras. Will não faz nada o dia inteiro, apenas se mantém "na moda", e sempre usa a mesma tática: vive um rápido romance e quando elas começam a falar em compromisso, ele acaba o namoro. Mas, em um de seus relacionamentos, Will conhece o jovem Marcus (Nicholas Hoult), um garoto de 12 anos,que tem muitos problemas em casa, na escola e sofre de depressão. Com o tempo Will e Marcus se envolvem cada vez mais, aprendendo que um pode ensinar muito ao outro.
Site Oficial: www.about-a-boy.com
Minha nota: ****

Espaguete à carbonara


23/01/09

Uma viagem inesperada (The Unexpected Journey - 2004, 90 min) / Dibs: em busca de si mesmo


Corrine Morgan (Mary-Louise Parker) descobre que seus dois filhos gêmeos de 7 anos, Steve (Zac Efron) e Philips (Bubba Lewis),  são autistas. Ela fica inconformada a princípio, mas acaba aceitando o veredito. Ela então conta ao marido sobre o fato, e ele lhe diz que não quer lidar com o problema do autismo. Por isso, Corrine o abandona, e passa a criar os meninos sozinha. Ela os coloca numa escola e não informa sobre problema dos meninos. Mas a atitude estranha das crianças faz com que os professores a acusem de maus tratos e, quando Corrine conta a verdade, eles a mandam procurar outra escola. Finalmente, graças ao apoio incondicional da mãe, as crianças conseguem superar as dificuldades impostas pela doença. Uma história de superação... Baseado em fatos reais e dirigido por Gregg  Champion, foi indicado ao Emmy.
Minha nota: ****




Dibs: em Busca de Si Mesmo (Virginia M. Axline)

Através do estudo de caso de Dibs, menino de 5 anos, considerado e rejeitado pela mãe como portador de deficiência mental, mostra os estereótipos e estigmas familiares e sociais que marcam a criança e impedem seu desenvolvimento, bloqueiam sua expressão, tornando-a isolada e agressiva, incapaz de aprender. 
O estudo aponta a Ludoterapia como técnica não-diretiva que oportuniza à criança relacionar-se, falar e agir livremente, exteriorizar seus recalques e traumas e, através do carinho e aceitação do psicoterapeuta, superá-los construir o seu Eu e integrar-se à escola e à sociedade. Para isso, é fundamental reconhecer a criança, aceitá-la como ela é, conhecer sua família e contexto social para que, expressando-se em suas várias linguagens ela Se torne sujeito e construtor de seu conhecimento e vida.

22/01/09

Heide (1937)



Shirley Temple interpreta a jovem e decidida heroína da famosa história infantil ''Heid'', do livro de Joahnna Spyri. Quando a tia se cansa de cuidar da menina de cinco anos, ela  é levada para as montanhas da Suíça, para viver com seu mal-humorado avô (Jean Hersholt), um ermitão que acaba se apaixonando por ela. Mas a tia volta para levar Heidi às escondidas e vendê-la a uma família cuja filha inválida (Marcia Mae Jones) precisa de uma companhia. Mesmo perseguida por uma malvada governanta (Mary Nash), Heidi cativa toda a família e nunca pára de tentar voltar para seu amado avô.
Minha nota: ****

18/01/09

Nossa vida sem Grace (Grace is gone - 2006)


Stanley Phillips (John Cusack) tem uma vida feliz ao lado de sua esposa Grace (Dana Lynne Gilhooley) e suas duas filhas, Heidi (Shélan O'Keefe) e Dawn (Gracie Berdnarczyk). Grace é sargento do exército e parte para a guerra e, quando recebe a notícia de  sua morte, Stan, sem saber como agir, principalmente como proceder para falar para as duas meninas que a mãe morreu,  sai dirigindo pelas estradas norte-americanas. Apesar de pretender ser uma crítica política, o roteiro não chega a dizer nada, além do esperado.Direção de James C. Strouse.
Minha nota: ***

16/01/09

Mousse de Abacate


Ingredientes:
-1 abacate médio
-1 lata de leite condensado
-1 caixinha de creme de leite
-1 gelatina sabor limão
-100ml de água fervente (para dissolver a gelatina)
Modo de Preparo

Bata o abacate, o leite condensado e o creme de leite no
liquidificador. Acrescente a gelatina dissolvida. Bata por 5
minutos, aproximadamente.
Sirva gelado.
http://receitas.maisvoce.globo.com/Receitas/Doces_Sobremesas

12/01/09

O Escafandro e a Borboleta (Le escaphandre et le papillon - 2007)




O filme baseia-se na história real do jornalista francês Jean-Dominique Bauby, editor da revista Elle francesa. Em 1995, Bauby sofreu um acidente vascular cerebral e , perde todos os movimentos corporais, menos os do olho esquerdo, e seu cérebro continua perfeito. Mathieu Amalric (Jena-Do) transmite a angústia desse homem, cujo corpo está preso mas a ima ginação voa como as borboletas. O filme  começa com a clássica “La mer”, na voz de Charles Trenet, etermina com a belíssima “Green Grass”, interpretada por Tom Waits. Bauby faleceu em 9 de março de 1997.
Dirigido por Julian Schnabel, recebeu os seguites prêmios:

Oscar: Direção, Roteiro, Fotografia (Janusz Kaminski), Edição (Juliette Welfling)

BAFTA: Filme Estrangeiro, Roteiro Adaptado

Cannes: Palma de Ouro, DireçãoGrande Prêmio Técnico

César: Filme, Direção, Ator (Mathieu Amalric), Roteiro Adaptado, Fotografia, Edição, Som (Jean-Paul Mugel, Francis Wargnier, Dominique Gaborieua)

Globo de OuroFilme EstrangeiroDiretor, Roteiro



Minha nota: ****

09/01/09

Vale uma visita!


É grátis

Que triste seria
se as coisas mais preciosas
não fossem de graça.

Mas a flor que está lá na árvore da esquina
eu posso ver sem pagar entrada.
E, se quiser, ainda posso plantar uma no meu quintal.

O amor dos que me amam:
que bom que não me cobram!

E os abraços dos que de mim se agradam:
Tão simples, 
tão curtos ou tão longos.
Vindos de cima ou vindos debaixo.

O belo cantar de pássaros alegres;
suas revoadas: ao amanhecer e ao entardecer.

Aquela minha fruta preferida,
a água fresquinha que cai da chuva.

A música que está dentro de mim,
os versos que teimo em criar.

A vontade de fazer o bem,
e o talento para ser e gerar o belo,
só para admirá-lo.
www.lalaismo.blogspot.com

Quando os anjos falam (A Rumor of Angels - 2000)

James Neubauer (Trevor Morgan) é um garoto de 12 anos, atormentado pela lembrança de um acidente de carro, que provocou a morte da sua mãe..Seu pa, Nathan (Ray Liotta), lhe dá pouca atenção e James nutre um profundo ódio pela sua madrasta, Mary (Catherine McCormack). James se sente cada vez mais só e não tem muito prazer em passar as férias de verão na casa de praia deles, principalmente por não ter a companhia de alguém da sua idade, e passa o tempo explorando as praias próximas. Numa destas excursões, quando já tinha anoitecido, ele chega à casa de Maddy Bennett (Vanessa Redgrave), uma idosa excêntrica e solitária, que perdeu seu filho na guerra e mora num farol. Enquanto trabalha para consertar a cerca que destruiu, James e Maddy criam uma profunda amizade. Quando a família de James descobre sua ligação com Maddy, eles erradamente a culpam de inventar histórias, que prejudicam James, e o proíbem de ter contato com ela. Esta atitude afetará toda a família.
Direção de Peter O'Fallon. Censura: 12 anos.

Minha nota: *** 

07/01/09

Ensinando a Viver (The Martian Child - 2007)

David (John Cusack) sempre sentiu-se excluído e diferente, quando era criança, e cresceu sonhando com o dia em que os ETs viriam levá-lo para o espaço. Sua imaginação fértil transformo-ou em um escritor de ficção de muito sucesso, mas desde a trágica morte de sua mulher, há dois anos, ele nunca mais experimentou qualquer traço de vida afetiva, mas ainda David quer pai. Finalmente resolve tentar, adotando o brilhante e problemático Dennis (Bobby Colemann), um garoto que vive trancafiado em seu mundo de fantasia. Quando era criança, David queria ser um alien. No caso de Dennis, ele acredita de verdade que é um marciano em missão de exploração na Terra.  Capturar o amor de Dennis e ensiná-lo a viver vai ser a redenção de David.
106 min. Censura Livre
Site Oficial: www.martianchild.com
Minha nota: ****

05/01/09

Promessas de um cara-de-pau (Swing Vote 2008)

Bud (Kevin Costner) é um pai solteiro, irresponsável, descompromissado com a vida e tem como tarefas obrigatórias assistir TV, pescar e beber. Vive em Texico, minúscula cidade do Texas,  com sua filha pré-adolescente Molly  (Madeline Carroll), uma jovem que busca aprender coisas novas a cada dia e tenta fazer com que seu pai mude o estilo de vida e se torne mais ativo. Numa dessas tentativas, a garota coloca o pai em uma grande enrascada, depois de uma bebedeira,  e o futuro do país ficará nas mãos do grande cara-de-pau que, pela primeira vez em anos precisará olhar as coisas com um pouco menos de sarcasmo e decidir entre dois candidatos à Presidência dos Estados Unidos. . Censura: 10 anos.

03/01/09

Mamma mia!



Sophie (Amanda Seyfried), moradora da  ilha grega de Kalokairi, está prestes a se casar e, sem saber quem é seu pai, envia convites para Sam Carmichael (Pierce Brosnan), Harry Bright (Colin Firth) e Bill Anderson (Stellan Skarsgard). Eles vêm de diferentes partes do mundo, dispostos a reencontrar a mulher de suas vidas: Donna (Meryl Streep), mãe de Sophie. Ao chegarem Donna é surpreendida, tendo que inventar desculpas para não revelar quem é o pai de Sophie. Benny Anderson, do ABBA, fez uma pequena ponta, tocando piano na seqüência  musical "Dancing Queen".".

01/01/09

As Pontes de Madison (The Bridges of Madison County-1995) / "As quatro estações do casamento"

Após a morte de Francesca Johnson (Meryl Streep), uma italiana que se tornou uma proprietária rural do interior do Iowa, seus dois filhos descobrem, através de cartas que a mãe deixou, do caso amoroso que ela teve com um fotógrafo da National Geographic,  Robert Kincai (Clint Eastwood), quando a família ausentou-se de casa por quatro dias no ano de 1965. Francesca começa por ajudá-lo a descobrir as pontes, mas encanta-se com aquele homem de 52 anos, de olhar intrigante e ar cosmopolita, que lhe traz um carinho que ela não tem mais na sua vida monótona e rotineira a qual tinha se conformado. Apesar do amor que nasce intenso, Francesca sabe que deverá fazer uma escolha, ao final; sabe que uma ponte não é lugar de encontro nem de chegada, é apenas um meio de união entre dois lugares diferentes. E ela escolhe... 
Anos mais tarde, ao  encontrar os manuscritos de Francesca, estas descobertas fazem com que seus filhos questionem seus próprios casamentos. 
Recebeu uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Atriz (Meryl Streep).
Recebeu 2 indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Drama e Melhor Atriz - Drama (Meryl Streep).
Recebeu uma indicação ao Cesar, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
O filme foi dirigido por Clint Eastwood, baseado  no livro de  Robert James Waller.

Minha nota: ****


"No casamento, a gente só entende o clima quando olha para dentro da janela."

Os orientais avaliam ânimos e humores pelas estações do ano. E os casamentos, em certo sentido, se assemelham muito aos sentimentos que cada uma delas propicia. O verão é cheio de alegria, celebração e atividade. O outono carrega ares de tristeza, angústia e perda. A primavera traz expectativas, promessas e a oportunidade do recomeço. O inverno, por sua vez, é a época da frieza, da indiferença e do isolamento.

Em qual das estações você vive com seu cônjuge? O que tem feito para tornar seu relacionamento cada vez mais estável, feliz e emocionalmente rico? Gary Chapman, autor de As cinco linguagens do amor — um sucesso que gerou várias continuações e presença constante em listas de mais vendidos, entre as quais a liderança por várias semanas do ranking de livros religiosos da respeitadíssima Publishers Weekly —, tem uma ajuda preciosa para oferecer.

Sobre o autor
Com mais de 30 anos de experiência em aconselhamento familiar e a respeitabilidade de quem pesquisa e ministra palestras sobre o assunto há décadas, o dr. Chapman sugere estratégias comprovadamente eficazes, baseadas em princípios e valores sólidos, para combater os fatores nocivos ao casamento e desenvolver um ambiente de convivência que permita a fluência das linguagens do coração.

“Minha experiência, tanto em meu próprio casamento quanto no aconselhamento de casais em mais de trinta anos, sugere que os casamentos estão em constante estado de transição, passando de uma estação para outra, talvez não todos os anos, como ocorre na natureza, mas é certo que esta transição sempre acontecerá. Algumas vezes nós nos vemos no inverno, desanimados, desinteressados e insatisfeitos; outras vezes experimentamos a primavera com sua sinceridade, esperança e expectativa. Em outras ocasiões ainda, apreciamos o calor do verão, ficamos mais à vontade e relaxamos desfrutando a vida. E depois pode vir o outono com sua incerteza e apreensão. O ciclo pode se repetir muitas vezes ao longo da vida de um casamento, assim como as estações se repetem na natureza.”

31/12/08

Prêmios "Dardos" e "Blog de Ouro"




Recebemos do blog http://www.filmesqueedificam.blogspot.com/ a indicação para os selos "Prêmio Dardos" e "Blog de Ouro"!

Conforme as regras, indico alguns amigos da Blogosfera para compartilhar estes selos:





O que representa o Prêmio Dardos
Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

Quem recebe o “Prêmio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:

1. exibir a distinta imagem

2. linkar o blog pelo qual recebeu o prêmio

3. escolher no máximo quinze (15) outros blogs a que entregar o “Prêmio Dardos”.

No caso do selo "Blog de Ouro", aplicam-se as mesmas regras.

23/12/08

O Paciente Inglês(The English Patient - 1996)/Biscoitinhos de Natal


No final da Segunda Guerra Mundial, um desconhecido , Almásy (Ralph Fiennes) que teve queimaduras generalizadas quando seu avião foi abatido e é conhecido apenas como o paciente inglês acaba recebendo os cuidados de uma enfermeira canadense, Hana (Juliette Binoche). Gradativamente ele começa a narrar o grande envolvimento que teve com Katharine Clifton (Kristin Scott Thomas), a mulher do seu melhor amigo, Geoffrey Clifton (Colin Firth) e de como este amor foi fortemente correspondido. Mas da mesma forma que determinadas lembranças lhe surgem na mente, outros detalhes parecem não vir a lembrança, como se ele quisesse que tais fatos continuassem enterrados e esquecidos.

O filme ganhou 9 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante (Juliette Binoche), Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora - Drama e Melhor Som. Foi ainda indicado em outras 3 categorias: Melhor Ator (Ralph Fiennes), Melhor Atriz (Kristin Scott Thomas) e Melhor Roteiro Adaptado.
Ganhou 2 Globos de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Drama e Melhor Trilha Sonora. Foi ainda indicado em outras 5 categorias: Melhor Diretor, Melhor Ator - Drama (Ralph Fiennes), Melhor Atriz - Drama (Kristin Scott Thomas), Melhor Atriz Coadjuvante (Juliette Binoche) e Melhor Roteiro.
Ganhou o Urso de Prata de Melhor Atriz (Juliette Binoche), no Festival de Berlim.
Recebeu uma indicação ao César, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
Recebeu uma indicação ao Prêmio Goya, na categoria de Melhor Filme Europeu.
Ganhou o Grammy na categoria de Melhor Composição Instrumental Composta Para um Filme. 

Censura: 14 anos  (tem cenas de nudez e violência).

Minha nota: ****




22/12/08

O Julgamento do Diabo (The Devil and Daniel Webster / 2007)

Nesta refilmagem de "The Devil and Daniel Webster" (1941), Alec Baldwuin é um escritor nova-iorquino desesperado, Jabez Stone, e faz um acordo com o diabo, que aparece na pele de uma bela e chique mulher (Jennifer Love Hewitt), vendendo sua alma em troca da fama como escritor. Dez anos depois, ele contrata um advogado, Daniel Webster (Anthony Hopkins), para retirá-lo do acordo, tendo que enfrentar, então, a Corte do Inferno.

Minha nota: ***

Nota: o cartaz lembra, e muito, o do filme O diabo veste Prada.

20/12/08

No Vale das Sombras (2007)

Mike Deerfield (Jonathan Tucker) desaparece na primeira semana após sua volta do Iraque, e passa a ser considerado como foragido do exército. Hank (Tommy Lee Jones) e Joan (Susan Sarandon), seus pais, logo são informados, mas Hank, que é um ex-policial militar, começa a busca pelo filho, recebendo a ajuda da detetive Emily Sanders (Charlize Theron), que trabalha na jurisdição onde Mike foi visto pela última vez. À medida que as investigações avançam, a certeza de um caso de desaparecimento torna-se uma suspeita de assassinato, e Emily precisa enfrentar o alto escalão militar. Destaque para o ótimo desempenho de Tommy Lee Jones.

Obs: A história foi inspirada na reportagem "Death and Dishonor", escrita por Mark Boal para a revista Playboy, onde o repórter conta a história verídica de um soldado que desaparece some poucos dias depois de voltar do Oriente Médio.
Minha nota: ****

18/12/08

Wall-e (2008) / Peru com ervas e barquetes de purê de batata

A história começa em 2700: após entulhar a Terra de lixo e poluir a atmosfera com gases tóxicos, a humanidade deixou o planeta e passou a viver em uma gigantesca nave, a Axiom, há 700 anos atrás. O plano era que o retiro durasse alguns poucos anos, com robôs sendo deixados para limpar o planeta. Wall-E (Waste Allocation Load Lifter - Earth-Class, voz de Ben Burtt) é o último destes robôs, que se mantém em funcionamento graças ao auto-conserto de suas peças, t endo por companhia sua barata de estimação, Spot.
Sua vida consiste em compactar o lixo existente no planeta, que forma torres maiores que arranha-céus, e colecionar objetos curiosos que encontra ao realizar seu trabalho, como uma fita de seu fime favorito: Hello, DOlyy! Até que, um dia, surge repentinamente uma nave, que traz um novo e moderno robô para sondar as condições atuais da terra: Eva (voz de Elissa Knight ). A princípio curioso, Wall-E logo se apaixona pela recém-chegada.
Site Oficial: www.disney.com.br/cinema/walleEstúdio: Walt Disney Pictures / Pixar Animation Studios



Peru com ervas e barquetes de purê de batata
Ingredientes
1 PERU (4,5 KG)
2 XÍCARAS DE MANTEIGA DERRETIDA
6 DENTES DE ALHO
8 FOLHAS DE LOURO
6 COLHERES (SOPA) DE TOMILHO SECO
6 COLHERES (SOPA) DE MANJERICÃO SECO
2 CEBOLAS GRANDES PICADAS
1 LITRO DE VINHO BRANCO SECO
SAL A GOSTO

PARA O MOLHO
1 XÍCARA DE AÇÚCAR
2 1/2 XÍCARAS DE VINHO TINTO SECO
4 COLHERES (SOPA) DE MOLHO INGLÊS
2 COLHERES (SOPA) DE MOSTARDA

PARA O PURÊ DE BATATA
1 KG DE BATATA DESCASCADA
1 XÍCARA DE LEITE
3 COLHERES (SOPA) DE MANTEIGA
1 PITADA DE NOZ-MOSCADA
SAL A GOSTO
300 G DE ERVILHA CONGELADA
20 BARQUETESPARA COQUETEL
200 G DE ACEROLA (OU PITANGA) PARA DECORAR

Modo de preparo
Com um garfo, fure o peru. Em uma vasilha, misture a manteiga com os demais ingredientes e banhe o peru por dentro e por fora com esse tempero. Disponha em uma assadeira, cubra com papel-alumínio e leve ao forno moderado(180 ºC) por três horas. Retire o papel-alumínio e asse por mais uma hora e meia, regando a carne com o tempero, até dourar. Reserve.

PREPARE O MOLHO
Em uma panela, leve ao fogo o açúcar até caramelizar. Aos poucos, junte o vinho tinto, mexendo, até obter uma calda grossa. Acrescente o molho inglês e a mostarda. Misture tudo e deixe ferver.

PREPARE O PURÊ
Cozinhe a batata até ficar macia. Escorra e passe pelo espremedor. Leve ao fogo em uma panela com o leite, a manteiga e a noz-moscada, mexendo sempre. Tempere com sal. Acrescente metade das ervilhas já descongeladas. Recheie as barquetes com o purê. Coloque o peru assado no centro de uma travessa, disponha ao redor dele as barquetes recheadas e a ervilha restante. Decore com as acerolas e sirva com o molho à parte.
Rende 20 porções.

EDIÇÃO VISUAL VIRGÍNIA LAMARCO/CRIAÇÃO CULINÁRIA BETTINA ORRICO/PRODUÇÃO DE CULINÁRIA FABIANA BADRA EID/PRODUÇÃO FLORISE OLIVEIRA E MAITE ABASOLO/FOTOS PEDRO RUBENS
http://claudia.abril.com.br/receitas/237972/

16/12/08

Dicas de saúde

NOZES, CASTANHAS & CIA
Pequenas, mas poderosas, as sementes oleaginosas são ótimas para o corpo, a pele, os cabelos... E para não engordar, é só consumir na dose certa (por Nina Bellino – Revista Win)

No prato de muita gente elas só aparecem nas festas de fim de ano, sem contar que boa parte serve apenas de enfeite para a mesa. Esse costume é um grande desperdício, porque, além de saborosas, elas fazem um bem enorme para a saúde e beleza. Estamos falando das frutas oleaginosas como nozes, amêndoas, castanhas, avelãs, macadâmia e amendoim. “Estas sementes fornecem gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas vitais para o funcionamento do organismo, têm ação antioxidante, equilibram o colesterol e evitam a formação de placas de gordura, entre outros benefícios”, afirma a nutricionista Maria Eduarda Ourívio, da RG Nutri Consultoria Nutricional (SP).
As vantagens não param aí. “Além de proteger o sistema cardiovascular e aumentar a imunidade e o bom colesterol (HDL), as oleaginosas melhoram inflamações, aceleram a cicatrização e contribuem para a beleza da pele e dos cabelos, por serem ricas em ômega-6”, acrescenta o médico nutrólogo Edson Credídio, diretor da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). Mas não é porque essas gorduras são boas que se deve consumi-las sem limites. “A ingestão exagerada desses alimentos pode ter efeito contrário ao desejado. É preciso lembrar que são fontes de gordura”, avisa a nutricionista. “O excesso pode levar ao ganho de peso, devido ao seu alto teor calórico, e acarretar prejuízos ao organismo pelo acúmulo de ácidos graxos no sangue”, complementa Credídio.

Amêndoas. Contêm cálcio, fósforo, potássio, zinco e vitaminas E e do complexo B – 10 unidades somam 60 calorias.

Avelãs. Ricas em fósforo e potássio, também são boas fontes de vitamina E – 10 delas fornecem 68 calorias.

Castanha-de-caju. É o fruto do cajueiro (a parte carnuda é a haste que sustenta a castanha). Possui fósforo, ferro e vitamina E – 10 unidades equivalem a 150 calorias.

Pecan. Rica em vitaminas, sais minerais e aminoácidos é um bom alimento para complementar dietas sem carnes. Cada 100 gramas têm cerca de 650 calorias.

Castanha portuguesa. Rica em potássio e proteína, sua farinha pode ser uma opção para quem tem alergia ao glúten – 10 unidades somam 200 calorias.

Pinolli. Pinhãozinho típico do Mediterrâneo, é muito usado nas cozinhas italiana e sírio-libanesa. Fonte de proteína e gordura poliinsaturada, que ajuda a diminuir o colesterol – 100 gramas têm 656 calorias.

Castanha-do-pará. Tem selênio, magnésio e vitamina E – 10 unidades somam cerca de 300 calorias.

Nozes. Uma das fontes mais ricas em vitamina E, apresenta potássio e vitaminas do complexo B – 10 unidades fornecem 330 calorias.

Pistache. Fonte de vitaminas A e do complexo B, tem ainda proteínas e sais minerais – ¼ de xícara fornece 60 calorias.

Macadâmia. Conhecida também como avelã-da-austrália, contém cálcio, fósforo, ferro, potássio e vitaminas do complexo B – 10 unidades somam 163 calorias.

“O consumo constante de nozes diminui o risco de ataques cardíacos.”Edson Credídio

Manual dos nutrientes
Cálcio. Um dos principais componentes dos ossos e dentes, esse mineral é vital para a freqüência cardíaca, coagulação sangüínea, produção de energia e manutenção da função imunológica. Seu consumo é importante para a prevenção da osteoporose, principalmente em mulheres.

Cobre. Antioxidante que aumenta a defesa do organismo contra as doenças cardiovasculares; atua na formação da hemoglobina, facilitando a absorção do ferro.

Ferro. Participa do processo completo da respiração e da produção de colágeno e elastina, componentes do tecido conjuntivo, e age na renovação da hemoglobina do sangue. É importante consumi-lo durante a gravidez.

Fósforo. Como o cálcio, tem papel importante na saúde dos ossos e dentes.

Magnésio. Regula o transporte de outros minerais para as células e tem efeito cardioprotetor.

Potássio. Importante para a contração muscular e estímulo dos impulsos nervosos. Ajuda a prevenir as indesejáveis cãibras.

Selênio. Tem função anticancerígena, antienvelhecimento e auxilia no bom funcionamento das atividades cerebrais.

Vitamina E. Poderoso antioxidante, inibe a ação dos radicais livres no organismo e ainda tem efeito protetor contra as doenças neurológicas e do coração.

Vitaminas do Complexo B. Estimulam o crescimento, a atividade cerebral, o sistema nervoso e o funcionamento geral do organismo.

Zinco. O mineral age no sistema de defesa do organismo e na produção de energia para todas as funções metabólicas.

Muito além da semente
Cruas ou torradas, as frutas oleaginosas servem como aperitivo e incrementam pratos salgados e doces. Também são encontradas em forma de óleo, dando um toque diferenciado às saladas, molhos e outras receitas. O óleo de amêndoas, por exemplo, é perfeito para acompanhar assados e vegetais cozidos. Já o de nozes vai bem em molhos de salada à base de queijo, e realça o sabor de pães e bolos. O de macadâmia combina com refogados, peixes e outros preparados. São encontrados em supermercados, mercearias sofisticadas e lojas de produtos naturais.

Fonte: Revista Win, matéria publicada na edição nº4

13/12/08

Peru com frutas

Peru com frutas e purê de batata-doce
Ingredientes
5 dentes de alho
2 cebolas médias picadas
1/2 xícara de azeite
10 tomates médios, maduros, picados
1 colher (sopa) de sal
1 colher (chá) de pimenta calabresa
3 xícaras de água
2 colheres (sopa) de semente de erva-doce
1 peru de 4,5 kg cortado em pedaços
Folhas de louro para decorar
Para as frutas
8 maçãs pequenas, com casca, sem o miolo, cortadas em quatro
6 peras pequenas, com casca, sem o miolo,cortadas em quatro
1 xícara de mel
3 colheres (sopa) de mostarda
1 colher (chá) de molho de pimenta
1 pedaço de canela em pau
Para o purê
1 kg de batata-doce
4 xícaras de água
Sal a gosto
1/2 xícara de creme de leite
1 colher (chá) de essência de baunilha


Modo de preparo
Prepare o peru no liquidificador, bata o alho, a cebola, o azeite, o tomate, o sal, a pimenta e a água até obter uma mistura homogênea. Junte a erva-doce e misture.
Em uma assadeira, regue os pedaços de peru com esse tempero. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno moderado (180 °C), preaquecido, por três horas. Retire o papel alumínio e asse por mais uma hora ou até que a carne fique bem macia e o molho ligeiramente reduzido.
Prepare as frutas
Em uma panela, junte todos os ingredientes e cozinhe, mexendo às vezes, por cinco minutos ou até que as frutas fiquem macias, porém firmes. Retire as frutas e volte a calda ao fogo por mais seis minutos ou até que engrosse ligeiramente. Junte as frutas à calda, retire do fogo e reserve. Prepare o purê em uma panela, cozinhe a batata-doce na água por 45 minutos ou até ficar macia. Escorra, descasque, passe pelo espremedor e tempere com sal. Transfira para a batedeira, junte o creme de leite e a baunilha e bata bem.
Em uma travessa, arrume os pedaços de peru, o purê de batata-doce e as frutas. Decore com folhas de louro e sirva. Rende 8 porções.


Produção culinária Fabiana Badra Eid/Edição de texto Madalena IonedaProdução Claudia Alcione Pereira
http://claudia.abril.com.br/receitas/261258/

10/12/08

Brownie de chocolate em camadas



Ingredientes

1/3 de xícara de manteiga
350 g de chocolate meio amargo picado
6 ovos batidos
2 ¼ xícaras de farinha de trigo
3 xícaras de açúcar
1 xícara de geléia de frutas vermelhas
3 xícaras de creme de leite fresco batido em picos firmes
1 xícara de calda de chocolate pronta
Modo de preparo
Em uma tigela refratária, leve ao fogo, em banho-maria, a manteiga e o chocolate, mexendo, até derreter. Retire do fogo, junte os ovos e mexa até obter uma massa homogênea. Adicione a farinha e o açúcar e bata ligeiramente. Forre uma assadeira de 27 x 45 cm com papel-manteiga e despeje a massa.
Leve ao forno moderado (180 oC) por 20 minutos ou até ficar firme. Tire do forno, deixe amornar e desenforme sobre uma tábua grande. Tire o papel e pressione delicadamente a massa assada com um rolo para afiná-la. Utilizando um cortador de 7 cm de diâmetro, corte 27 discos de massa. Em pratos de sobremesa, disponha um disco de massa, passe um pouco de geléia e cubra com uma porção de creme de leite. Por cima, arrume outro disco. Repita as camadas e termine com um disco. Monte os demais brownies da mesma maneira. Regue com a calda de chocolate e sirva.
Rende 9 porções.
EDIÇÃO VIRGÍNIA LAMARCO/CRIAÇÃO CULINÁRIA BETTINA ORRICO/PRODUÇÃO CULINÁRIA FABIANA BADRA EID/FOTOS PEDRO RUBENS/PRODUÇÃO FLORISE OLIVEIRA/EDIÇÃO DE TEXTO MADALENA IONEDA

06/12/08

Sobrevivendo ao Natal (2004) /Sorvete com calda de caramelo e farofa de bala toffee

Drew Lathan (Ben Affleck) é um homem rico e bem sucedido, mas está cansado de passar o Natal sozinho. Ele decide retornar à casa onde cresceu, na esperança de recuperar o espírito natalino e as grandes festas da época. Porém no local vive uma família completamente desconhecida, os Valco. Decidido a ter novamente um Natal em família, Drew faz uma insólita proposta: oferece US$ 250 mil aos Valco para que eles sejam sua família no Natal. Tom (James Gandolfini), o chefe da família, topa o acordo, contra a vontade da esposa, Christine (Catherine O"Hara), e a convivência de Drew com os Valco não será das mais fáceis.

Direção: Mike Mitchell Roteiro: Deborah Kaplan, Harry Elfont, Jeffrey Ventimilia e Joshua Sternin, baseado em estória de Deborah Kaplan e Harry Elfont Produção: Betty Thomas e Jenno Topping Música: Randy Edelman.
- Recebeu 3 indicações ao Framboesa de Ouro, nas seguintes categorias: Pior Filme, Pior Ator (Ben Affleck) e Pior Roteiro.
Minha nota: **

Site Oficial: www.survivingchristmas.com

Sorvete com calda de caramelo e farofa de bala toffee

Ingredientes
12 balas toffee duras
1 xícara de açúcar
1 xícara de creme de leite fresco
500 ml de sorvete de baunilha ou creme
Modo de preparo

No processador, coloque as balas e pulse até obter uma farofa grossa. Reserve. Em uma panela, leve o açúcar ao fogo médio, mexendo às vezes, por cinco minutos ou até derreter completamente e caramelar. Junte o creme de leite fresco aos poucos até obter uma mistura homogênea. Deixe ferver por mais um minuto, distribua o sorvete entre taças de sobremesa e, por cima, despeje a calda. Polvilhe com a farofa de bala e sirva. Rende 4 taças.

Edição Virgínia Lamarco
Fotos Pedro Rubens
Criação culinária Bettina Orrico
Produção culinária Fabiana Badra Eid
Realização Florise Oliveira

Créditos: http://claudia.abril.com.br/receitas/2806/

05/12/08

É natal!!! Receita de Peru


Ontem foi o casamento do meu filho mais velho. Missão cumprida, agora é pensar no Natal.
Amo Natal: tem cheiro e sabor de infância, lembranças da minha mãe, atarefada, mas se